sábado, 30 de setembro de 2017

Aniversários

Hoje, pra quem não sabe, foi meu aniversário. Eu pensei em não postar, mas existe uma pessoa que sentiria falta se eu não postasse. Esse post é um pouco mais pra você do que todos os outros, pois hoje foi um dia que eu esperei muito em todos os sentidos, esquecendo o conselho que meu irmão sabiamente me deu há muito tempo: não espere nada de ninguém.
Sexta meus colegas de trabalho não me desejaram feliz aniversário. Até aí, nada de anormal, afinal, meu aniversário é hoje. Mas uma de minhas colegas, a Eliana, me deu uma xícara de presente. Escrito “Be Happy”. Ela disse que achou minha cara, pois, segundo ela, eu sempre digo “vamos ser feliz”. Eu vi a pasta do meu colega e achei ela legal, então, como a Eliana o lembrou que ‘amanhã’ era meu aniversário. Ele me ofereceu um papel. Negociei um caldo de cana junto com o pastel e ele disse que tudo bem. Eu sorri e ele disse “você fica feliz com pouco”. Quando me deixaram na Dutra pra que eu pudesse voltar pra casa, me desejaram feliz aniversário e se foram.
Os planos pra hoje eram apresentar meu namorado pro meu pai, no entanto além dele estar ansioso ele acabou ficando doente. Qualquer possibilidade que existia deles se conhecerem hoje se foi. Mas tudo bem! É só mais um dia. Haverão outras oportunidades. No lugar de ver a pessoa que amo, saí com meu pai e meu irmão para almoçarmos fora e assistirmos um filme. Foi bom, mas eu ainda queria mais. Então chegando em casa fui pro computador e entrei no canal onde ele estava conversando com outro amigo nosso. Só podiam entrar duas pessoas então entrei em outro e esperei até que me vissem e me chamassem. Demorou um pouco mas me chamaram. O problema é que nosso amigo é complicado de lidar às vezes. E quando você é eu e criou várias expectativas e não viu nenhuma delas se concretizar, você começa a ficar triste. Eu queria um pouco de carinho. Ao invés disso recebi um convite pra ir jogar ranked. Eu preciso mesmo jogar ranked no League, então fui, mesmo sabendo que isso significava não estar com ele. E jogamos e perdemos, ganhamos e perdemos. Isso foi o suficiente pra eu desistir de rankeds pelo dia. Nos juntamos ao povo que também estava jogando e fomos um normal game que, pra não variar, também perdemos. E ele saiu.
Hoje eu acordei várias vezes durante a manhã e confesso, em uma delas eu vi uma mensagem que ele me mandou. Tinha as datas e reforçava como eu faço ele feliz. E um pedido de desculpas. Mas não ouvi a voz dele. Tinham poucas coisas que eu queria de presente pra hoje. Uma skin nova que saiu pra Janna, um abraço de uma pessoa que não posso mais ver e o desejo falado da pessoa que eu amo de um feliz aniversário. Eu não precisava ver ele, um áudio do whatsapp servia. Eu acabei dando essa indireta pra ele mas ele estava desanimado e acho que não percebeu. Mas tudo bem. É só mais um dia. Que está passando, diga-se de passagem.

Eu só queria dizer que te amo, meu namorado. Esse post é pra te dizer que eu te amo e que não precisa se sentir mal. Provavelmente quando você ler esse post já não vai ser dia 30 e não vai adiantar mais me mandar um áudio, e você vai ficar bravo com vc mesmo e triste e talvez mais desanimado do que está. Me desculpe se isso for, de fato, o que vai acontecer. Não estou dizendo pra te fazer sentir mal. Só quero que se lembre do que escrevi no início desse post e que já te disse uma vez: eu me contento com poucas coisas. Você só precisava me dizer “feliz aniversário” e teria feito meu dia ter valido e muito a pena. Mas o dia passou e agora, só no ano que vem. Mas eu vou esperar, com fé e acreditando que vamos sobreviver por mais um ano pra comemorarmos esse aniversário. E muitos outros. Fique bem.

sábado, 23 de setembro de 2017

Psyduck usou confusão!

Fazem alguns dias que eu ando jogando Pokémon Moon. Eu poderia estar jogando Pokémon Go, mas para isso preciso de um celular novo que não estou disposta a comprar ainda. O mês que vem é o último que eu tenho pra fazer dívidas no cartão com 12 meses de prestação, já que, infelizmente, em Outubro do ano que vem acaba meu contrato no IBGE. Isso nos leva a vários problemas que estou enfrentando nesse momento, e vou citar alguns deles. Logo vocês vão entender que confusão é um golpe mais potente do que parece.
Apesar de nos amarmos muito, eu e meu namorado andamos tendo tempos difíceis. Um dos motivos foi o golpe confusão que, após ter sido lançado nele, deixou ele confuso e sem saber o que estava fazendo por alguns vários dias. Foram dias tristes onde a gente discutiu, se irritou e ficou triste um com o outro. O pior é não saber direito o motivo de tudo isso estar acontecendo. Eu sei que não moramos perto o suficiente pra eu dizer q vou ali na casa dele ver como ele está e de lá ir pro meu setor, nem que posso dar pra ele tudo que ele quer. Eu acredito do fundo do meu coração que estou dando tudo que ele precisa. Até me dou a alguns luxos quando estou com ele, pois ainda trabalho e quero que ele se divirta. Nossas últimas conversas foram muito sérias, com temas como morar junto, filhos e dinheiro. Acho que por si só esses assuntos levaram à crise que passamos. Felizmente ontem, em algum momento do dia, entre a hora que eu tinha me decidido a encher a cara e a hora que eu estava ponderando ir pra casa ao invés disso, ele falou que sentia falta de falar comigo e, por algum milagre muito bem-vindo, ele voltou. Hakion has snapped out of confusion.
Essa seria a segunda semana que eu estaria presa na masmorra. Pra quem não sabe a origem do termo, deixem eu contar uma história curta. No ano de 2016 a chefia da agência era outra e, apesar de minha função ter sido bem definida como realizar a PNAD Contínua, eu ainda estava à mercê das vontades da chefia, o que significa que em Outubro do ano passado, quando eu finalmente poderia tirar minhas férias, fui “proibida” de ir na PNAD para ficar na agência e ajudar com as pesquisas econômicas anuais. Eu não sabia como a pesquisa funcionava mas as pessoas que naquela época lá trabalhavam eram gentis e ensinavam com boa vontade. Logo, com o tempo, eu consegui resolver alguns problemas. O que é importante de se apontar, no entanto, é que minha função não era ficar na agência. E me deixava profundamente triste ter que ficar na agência e ver meus dois companheiros de PNAD irem fazer as pesquisas sem mim. Castigo? Com certeza. Minha antiga chefia e eu tivemos inúmeros entreveros e com isso, por mais que digam que não, a relação ficou abalada. Este ano, no entanto, a chefia é outra. De todas as pessoas que lá estavam só sobraram eu e mais dois, cujos contratos vencem em fevereiro e julho do ano que vem. O meu também vence ano que vem, mas em Outubro. De qualquer forma, estávamos falando da masmorra. Eu passei uma semana inteira na masmorra, pois não tinha setor pra mim. Eu ficaria ainda mais uma semana lá não fosse pelo meu boss me dar uma função: tentar conseguir as entrevistas que todos nós sabemos que serão difíceis de se conseguir. Difíceis pois são em dois condomínios residenciais e em um prédio onde a maioria dos moradores trabalham no aeroporto. O resultado disso foi um dia da semana em que eu pude ficar em casa pra ir de noite no setor e que não foi aproveitado da forma que poderia, pois ainda estávamos sob o efeito da confusão.
Os moradores desse prédio em questão também parecem estar sob o efeito de confusão, pois eles te pedem pra ir no sábado de manhã e você é barrado já na portaria, pois, segundo o porteiro, “só interfonamos depois das 10 horas”. Você mora num condomínio e não sabe passar o horário de funcionamento da portaria dele? Que morador legal você é! Eu sei que a maioria das pessoas não devem saber essas coisas, mas ainda assim é um problema você ter que se indispor com um porteiro, pois eles são a sua comunicação direta com os moradores. Um porteiro sob o efeito da confusão não quis nem me deixar falar, logo, no dia seguinte, levamos um ofício pro condomínio e explicamos o que acontece quando você barra o IBGE. No dia seguinte, o mesmo porteiro me atendeu de uma forma totalmente diferente. O golpe jato de água foi super efetivo!
Durante as visitas presenciais fomos num lugar aqui de Guarulhos chamado Choupana. Esse era um lugar bem clássico que, por alguma razão, se mudou do lugar onde sempre esteve. Tem vezes que uma empresa não responder a pesquisa deixa a gente feliz, pois temos que fazer a visita presencial. Esse era um deles. A batida de morango com vinho deles é uma delícia e recomendo para todos que quiserem experimentar. “Quantas cervejas se pode tomar durante o horário de trabalho?” Nenhuma, meu caro. Em minha defesa, de lá íamos todos para casa. E foi ontem, o dia em que eu queria encher a cara. Eu encheria a cara com aquela batida sem nem reclamar, fácil, fácil.

Jogar pokémon, assim como jogar o jogo da vida real, é bem complicado. Às vezes você vai ficar queimado ou congelado, outras vai envenenar ou paralisar alguém, vai tentar fugir de lutas que não quer lutar e não vai conseguir, vai ficar confuso e vai errar em momentos cruciais. Mas todo status negativo passa, seja com o remedinho da caixa de cuidados ou com uma poção, toda vida é renovada seja num centro pokémon ou no conforto do seu lar. E quando você for um bicho selvagem, tenha certeza de ser capturado por uma pessoa que vai ser boa pra vc, mesmo que algum de vocês fique sob o efeito de algum status negativo. Mesmo que seus pontos de vida cheguem a zero. O que importa mesmo é continuar em frente, mesmo que seu objetivo hoje não seja o mesmo de amanhã. Continue.

sábado, 2 de setembro de 2017

Ciúmes

Eu queria poder dizer que sou uma pessoa bastante resolvida, com uma autoestima razoavelmente boa e confiança suficiente pra não ter que passar por certas situações. O que acontece, de fato, é que eu passo por essas ditas situações, seja por falta de confiança em mim mesma, seja por cair vítima de minhas próprias brincadeiras, seja por não ter uma avaliação muito boa da minha pessoa. O caso é que essa semana, por motivos que quando analisados friamente são absolutamente imbecis, eu senti ciúmes de novo, depois de muito tempo.
Vamos ser realistas, aquela última pessoa que passou pela minha vida tinha todos os defeitos do mundo mas eu não conseguia sentir ciúmes dele. Na verdade, sentia mais medo das pessoas ao redor dele pela insistência dele em dizer que nós não nos conhecíamos há muito tempo. Comparada àquelas pessoas, quem era eu? A última vez que me lembro de ter sentido ciúmes foi, quem diria, com o Edgar. Eu sentia ciúmes até do tempo que ele passava com os amigos dele ao invés de mim. E olha que eu passava por tudo aquilo calada. Mas nessa última ocorrência eu acabei na verdade colhendo as palavras que eu mesma plantei, tão logo as plantei.
No sábado passado meu namorado me deu uma aliança. Estou feliz da vida, andando com ela pra cá e pra lá. É minha felicidade e meu orgulho. Tenho alguém que amo e que me ama também, o que poderia dar errado? Bem, ele é tímido. E sempre que conversamos ele sempre me fala dos amigos homens dele. Nada estranho até aí, todos nós até certo período da vida tínhamos essa divisão de meninos andarem com meninos e meninas andarem com meninas. Na real, não importa a idade sempre vão ter pessoas que vão olhar amizades mistas com maus olhos. O que é bizarro, pois nos dias de hoje ver dois homens ou duas mulheres andando juntos levanta questões sobre a sexualidade deles. Mas isso é assunto pra outro post! No meu caso em questão, devido nossas circunstâncias, eu devo confessar que fiquei um tanto quanto em choque quando ele me convidou pra jogar com ele e convidou, também, outra pessoa. Que eu não conhecia. E que tinha um apelido feminino. Brinquei dizendo que ele já estava me trocando e ele disse que estava apenas ajudando ela a subir de elo. Eu entendo isso completamente. Também entendo que não estou em casa pra jogar com ele de dia, pois trabalho, e ele não está aqui de noite pois tem que ir estudar. Nossos horários são extremamente opostos e é óbvio que ele vai conhecer pessoas e jogar com outras pessoas. Mas pelo simples fato de ser uma menina e dele nunca ter me falado de nenhuma amiga ou coisa do tipo, eu saí da minha zona de conforto. E passei para uma zona bem perigosa de se andar, que é a zona da insegurança. Não dele, mas de mim mesma.

Acho que todo mundo já passou por isso. Pensar que não se é bom o suficiente pra outra pessoa ou que vai ser trocado e abandonado por X ou Y motivos. Eu penso isso e muito. Todas as pessoas com quem me relacionei, pela internet ou pessoalmente, especificamente no campo amoroso, falhou miseravelmente pelos mais diversos motivos. Ou a pessoa me sufocava, ou eu sufocava a pessoa; ou eu amava demais ou a pessoa amava demais; ou eu tinha ciúmes, ou a outra pessoa tinha ciúmes. E por conta de eu ter tido essa crise de ciúmes e ter tido plena consciência de que estava com ciúmes aquilo me afetou de forma negativa. Me irritei e acabei descontando nos jogos, coisa que fez com que ele ficasse chateado. Eu sei q ele não gosta de me ver brava, mas tem momentos que eu preciso por pra fora de alguma forma. Aquele era um momento e eu espero que você entenda isso. No entanto o ciúmes e a incapacidade de controlar meus nervos fez com que eu me sentisse culpada e passei um dia inteiro sem saber como falar com ele. E ele tentou. Muito. E pela primeira vez desde que o conheci consegui me colocar um pouco no lugar dele. Existem vários momentos em que ele se fecha e se isola. Não importa quanto eu venha a pedir pra que ele fale comigo ou me diga se eu posso ajudar. Não adianta me preocupar, pq é algo que ele sente e vai sentir e ele prefere passar por isso sozinho. A minha única opção é esperar. Foi a opção que ele teve naquele dia, só que isso fez com que ele se sentisse inútil e, no dia seguinte, quem estava se sentindo mal era ele. Conversamos e as coisas voltaram aos seus lugares direitos. Mas me pergunto se toda vez que eu sentir ciúmes vai ser assim. Não que eu vá ter ciúmes toda hora, longe de mim. Mas foi um sentimento tão angustiante que eu espero, do fundo do meu coração, que eu consiga ter um pouco mais de confiança. Não nele, pois nele eu tenho, mas em mim. Confiar que ele está comigo e vai continuar comigo. Se não pra sempre, que pelo menos não seja uma crise de ciúmes que nos separe.

sábado, 12 de agosto de 2017

Meu Namorado

As pessoas que seguem meu blog sabem que eu tenho o péssimo hábito de gostar de pessoas que não me fazem bem. Muito raramente alguém gosta de mim e me diz como se sente, normalmente essas pessoas também levam foras por eu estar focada demais em não querer nada além de sofrer por um amor não correspondido. No entanto, as coisas mudaram. E tenho que agradecer a ele, de novo. Se ele não tivesse sido a pessoa que foi desde o início ele não teria a importância que ele tem, isso eu tenho certeza. Mas hoje eu não sofro por ele. Hoje ele não está na posição de pessoa que eu amo. Essa posição está ocupada por uma pessoa que conheci graças ao Silver ser a pessoa que ele é, por se preocupar comigo e ter me trazido pro lado Discord da força. Se não fosse ele, nada de tudo isso teria acontecido. Vamos aos fatos.
Depois que o Giorgio foi embora eu fiquei bem arrasada e isso era bem nítido em todos os aspectos da minha vida. Não só por ele estar indo embora, mas pelo jeito que ele foi embora. O Silver não mostra muito mas é uma pessoa que se preocupa com a gente. Do jeito dele. Como minha mãe e minha vó, então não é como se fosse algo que eu não estivesse acostumada a perceber. Ele me atraiu com promessas de jogar um jogo que desde o lançamento eu gostava muito mas não tinha jogado o suficiente por falta de companhia, que era Tree of Savior. Lá fui eu, criar um personagem e começar a jogar. Então tinha essa pessoa que me ajudava muito, que sempre conversava comigo mas não por voz porque, segundo ele, a família dele é barulhenta. E eu na época até instalei o Discord no celular pra poder conversar com ele enquanto estava no trabalho. Conseguir o Whatsapp dele foi um avanço em tanto. E ele me contou que gostava de alguém. Todos sabem que eu sou totalmente pró amor, então estava dando o maior apoio pra ele contar pra pessoa. Contei minhas próprias experiências, na esperança de que ele se animasse. Na época, me lembro bem, eu estava interessada em outra pessoa, sem nenhum prospecto de que desse certo por vários motivos. E quando ele respondeu que, mesmo depois de eu ter contado tudo aquilo pra ele, ele ainda não sabia se devia, eu resolvi perguntar “sou eu?”
E veio o silêncio.
E ele nem precisava mais responder, pois o silêncio respondeu por ele. Ainda assim, ele disse que sim, era eu. E foi quando tudo mudou entre a gente, pois ele é uma daquelas pessoas legais que você conhece de tempos em tempos e que você deseja, do fundo do coração, que ele seja feliz. Comigo? Bem… Realidade seja dita, eu nunca fui muito adepta de acreditar que eu trago felicidade pra qualquer pessoa que seja, mas ainda assim, alguns dias depois ele disse que me amava. E eu percebi que as coisas seriam sérias. Foi quando resolvi dizer pra pessoa em quem eu estava interessada sobre meus sentimentos, já que sabia que não aconteceria nada. Foi como o previsto e, depois de levar  um fora oficialmente, pude me virar para a pessoa que, de fato, me amava e tentar fazer dar certo.
Confesso, foi difícil no início. Ele se fecha quando tem algum problema e eu sou o tipo de pessoa que, se você tem um problema, eu quero te ajudar, então pra mim era muito dolorido ver ele se fechando daquele jeito. Mas era como ele sempre tinha lidado com os problemas, então a primeira coisa que eu tive q aprender foi que existem momentos em que insistir só atrapalha, eu tinha q esperar que ele mesmo lidasse com seus problemas e voltasse pra mim. Até agora, ele sempre voltou. Tem o choque de gerações, pois querendo ou não, temos uma diferença de idade razoável. Já fui chamada de pedófila e, no trabalho, uma colega que tem filhos da mesma idade que ele disse com todas as letras que, se fosse ela, não permitiria. Conheci a mãe dele e ela me perguntou se meu pai sabe sobre ele. Não, meu pai não sabe. Então, para completar, ela perguntou se eu o considero um namorado. Nunca fui pedida formalmente, mas sei que ele me considera. Eu mesma não sabia mas aquele não era um momento para titubear e minha resposta foi sim. Aquela resposta formalizou um pouco mais as coisas entre nós e meio que me senti na obrigação de falar com meu pai. No entanto, eu nunca tive um namorado, então não fazia ideia de como abordar meu pai. Fiz como todas as outras vezes em que o abordei sobre algo relacionado a sentimentos; “o que o senhor diria…?”

Tenho um namorado. Meu primeiro namorado. Estou morrendo de medo, mas estou feliz. Quero acreditar com todas as minhas forças que tudo vai dar certo, pois ele vive falando dos planos dele comigo e sei como ele é sério com essas coisas. “Não vou desistir de você tão fácil” foi algo que ele já me disse e que me deixou muito, mas muito emocionada de ouvir. Como vai ser o nosso futuro? Não sei. Prefiro não pensar, honestamente, apesar de eu mesma me pegar fazendo planos de tempos em tempos. Quero que ele viva plenamente e seja feliz, se eu puder acompanhá-lo durante um período dessa jornada, então tudo bem. Não importa quanto tempo dure, o importante é que está acontecendo.

sábado, 29 de julho de 2017

Pessoas e Escolhas

Outro dia ouvi uma informação que me deixou sem saber como reagir, basicamente por eu gostar muito das duas pessoas envolvidas. Uma era aquela pessoa de quem eu gostava do trabalho e outra é uma pessoa nova no trabalho. O problema em questão era sobre o relacionamento que eles tinham tido. Que não existe mais. Lembro que ele havia dito com muita convicção que “todas as namoradas que tive me traíram”. Não que fizesse diferença se é o caso dela, ele também não é uma das pessoas mais confiáveis que eu conheço. Ainda assim, a informação me deixou um pouco abalada. E por um segundo eu pensei se devia mudar de alguma forma meu tratamento com algum dos dois. A resposta foi até bem fácil de achar: não. Não é como se eu ainda goste dele como gostava e, verdade seja dita, ela é uma gracinha. Tenho uma dificuldade imensa de achar defeitos em pessoas que são fofas. Mesmo que elas se revelem, no long run, serem cobras peçonhentas.
Ontem teve reunião na agência. E todas as pessoas novas na agência que ainda não tinham participado de uma reunião puderam ver como as coisas funcionam. E depois que terminou a agência estava em tumulto. Existe de fato a possibilidade de sermos despejados. A mudança de chefes é iminente, pois o Dagnaldo vai se aposentar. Estava quase na hora do almoço e, como faço naturalmente, perguntei onde o Thiago ia almoçar. Não que tenhamos muitas opções ali onde estamos, então optamos pela padaria. E só depois que chamei ele para almoçar me peguei pensando se ainda posso chamar ele pra almoçar como sempre fazia quando ele era só meu supervisor da PNADC. Agora ele é chefe. Segundo ele, não tem problema nenhum em fazer isso, o que me deixou bastante tranquila. E ele perguntou se eu estava falando com o Giorgio, o que confesso não tenho feito desde o dia que fomos beber com o Jonas e o Sérgio. Era um dia atípico por qualquer ângulo que você olhasse. E lá estava eu, ignorando completamente a existência da pessoa que tem sido rude e cruel comigo de graça, até que em dado momento, ao estar voltando para minha mesa, ela me chamou pra me mostrar fotos de bichinhos feitos de pano. Artesanato. Se tem algo que eu gosto de fazer é artesanato. E eu achei fofo, pois eram elefantinhos. Mas continuo sem saber como reagir a essas atitudes. Uma hora ela é rude, outra é um doce. Como minha nova colega de trabalho diz, “ela é bipolar”.
Meu setor dessa semana tinha o número 899. Minha comanda quando fui comer na padaria era, pasmem, 899. Na hora mandei uma mensagem pro Jonas dizendo que ele devia jogar naquele número. Ele me disse, no dia em que saímos para beber, para eu não ficar com raiva. Eu respondi que achava que quem estava com raiva era ele. Nós dois não mudamos, fizemos várias promessas antes dele sair da agência mas não cumprimos nenhuma. Nem as mais simples, como por exemplo, o cinema no caso dele e a praia no meu caso. O Sérgio não parava de cutucar feridas que já estavam cicatrizadas. “Amor é um sentimento que dura pra sempre”. Que bom que o que eu sentia não era amor então. Eliana, que para aqueles que não sabem, é a minha nova colega de PNAD, disse que você deve conviver com uma pessoa por, pelo menos, 2 anos. Se continuar sentindo o que sente, então de fato é amor. O corpo não aguenta por muito tempo a sensação da paixão. Eu consigo entender o por quê. Paixonites doem demais. O que me leva a ele.
Quando olho pra trás, vejo que muitas pessoas que passaram pela minha vida não eram ideais para convivência, mas precisavam passar pela minha vida pois, com elas, consegui aprender alguma coisa. Costumo me apoiar nas pessoas erradas. Costumo confiar demais, me entregar demais, me preocupar demais. Tudo isso faz parte da minha personalidade. Hoje, tenho uma pessoa ao meu lado que se importa e que cuida de mim. Não passa um dia sem que ele me deseje bom dia. Nem um dia que passe sem que ele me diga que está com saudade ou que pergunte como estão as coisas. Pra mim, que nunca tive alguém que se importasse dessa forma, é uma sensação agradável. Eu podia me acostumar com isso. Falei com a mãe dele ontem sobre o almoço que tínhamos combinado. Ele quer me apresentar pra mãe dele. Confesso que tenho um pouco de medo, mas um dia esse momento ia chegar na minha vida. Não posso correr disso pra sempre. Esse post ficou cheio de coisas e nada específico, ainda assim, me sinto leve ao terminar de escrever tudo isso. Existe uma parte de mim que sente falta de muita coisa. Enquanto existe outra que finge não ligar pra nada. Só sei de uma coisa: minha vida está sendo construída em cima das minhas escolhas. Elas podem não ser as melhores, mas são minhas.

sábado, 8 de julho de 2017

Papai

Silver disse uma vez “tenha filhos, mas não case”. Filhos é algo que eu realmente quero ter na minha vida. Mas para se ter filhos é preciso de um pai. Um pai que pode não querer ter filhos. Um pai que pode ser muito jovem para ser pai. Um pai que tem sonhos que poderiam ser destruídos pela paternidade. “Todo mundo sabe fazer bebês mas ninguém sabe como fazer papais”. É um trecho da letra da música Papaoutai, do Stromae. Obviamente, traduzida pro português. Eu poderia por um filho no mundo? Com certeza. Eu poderia sustentar esse filho sozinha? Obviamente que não. E é aí que entra a importância de um pai, tanto nos dias de hoje como em toda a história da humanidade.
Estou de férias. Minhas boas e merecidas férias. Mais do que merecidas, necessárias. Meu pai já havia me perguntado quando seriam minhas férias e, por sorte, isso foi depois que eu tive que trocar a primeira data das minhas férias. Julho é um mês delicado pra nossa família. Ele pedir uma semana das minhas férias foi, pra mim, mais que um pedido. Acho que um dos motivos de eu ter ficado com tanta raiva da minha antiga chefe na famigerada reunião mensal foi mais por ele do que por mim. De que me importa os outros quando meu pai me pediu uma semana de férias? Das minhas férias, quando ele podia ter pedido pro meu irmão ao invés disso. Pra mim esse pedido foi um voto de confiança. Claro, não limpo a casa como ele, prefiro deixar os cães do lado de fora, mesmo sabendo que eles vão fazer muito barulho de noite e ligo pro meu irmão pedindo pra ele trazer pizza na volta do trabalho por ter tido preguiça de cozinhar. Quem nunca? Não sou perfeita, nem tenho tal pretensão.
Meu pai é o tipo de pessoa antiga. Criação antiga, habitos antigos, costumes antigos. Ainda assim, é uma pessoa bastante simpática. Costumo dizer que gostaria que todas as pessoas no mundo pudessem ter uma conversa com meu pai, pelo menos uma vez na vida, pois isso seria bom pra ambas as partes. Quando minha mãe morreu uma das minhas maiores preocupações era essa, a dele ficar isolado. Ele veio de uma família de vários irmãos, sendo o mais velho entre os homens. Ajudou a cuidar de vários deles. Carrega culpas e remorsos que só de ouvir ele falar parte o coração. Ele admirava o tanto que nós éramos amáveis e carinhosos com minha mãe, já que ele não era muito com a mãe dele. Não é que ele não gostasse dela, vejam bem, mas como eu disse, hábitos de gente antiga. Existem coisas de que nós nos arrependemos só depois que já é tarde demais pra voltar e consertar. Como um dia dessa semana onde uma das várias previsões da minha mãe se concretizou. Uma pessoa que dependia dela nos momentos difíceis recorreu a nós. Mas ele não podia ficar sabendo, obviamente. O problema é que somos uma família endividada. Estamos consertando isso aos poucos, mas neste momento, somos. Queria eu poder recorrer a todas as pessoas que me devem dinheiro (que não são muitas, mas devem quantias razoáveis) pra ver se conseguia resolver um pouco mais rápido esses problemas. Minha mãe não está mais aqui. Não é à toa que na santíssima trindade existe o pai, o filho e o espírito santo. O que me lembra que assistir a cabana com meu pai foi muito mais emotivo do que se tivéssemos ido assistir só eu e meu irmão. Posso precisar de uma mãe às vezes e me desesperar por saber que ela não está mais aqui pra que eu possa recorrer a ela, no entanto, ainda tenho meu pai, que tem seu desejo de viver até os 100 anos. Que assim seja. Pai, venha a nós que recorremos a vós.

sábado, 17 de junho de 2017

Felicidade

Seguindo com os títulos de sentimentos, não tinha muito como fugir desse. É engraçado pois percebi a sequência depois que postei o segundo título. Não foi proposital, mas… Funcionou. Semana passada saí daqui me sentindo ansiosa e com medo, no entanto, como a maior parte das coisas que eu queria fazer foram feitas com sucesso, o dia valeu e muito. Por alguns momentos me arrependi de ter ido de vestido e decidi que na próxima, vou com calça jeans mesmo. Jeans é vida. E me faz feliz. Não que vestidos não me façam feliz, mas acho que demorei tanto tempo da minha vida pra usar um que hoje sinto um pouco de dificuldade de me adaptar a eles. A abordagem do guarda e sua frase “pelo jeito que descreveram, achei que ia encontrar algo pior” faz com que eu pense que a minha felicidade transborda tanto que faz com que as pessoas sintam inveja. Se fosse em outro momento eu realmente ficaria me perguntando se eu estava errada. No entanto, a felicidade que eu senti foi tamanha que nem a bronca do guarda conseguiu me tirar daquele estado.
Juntando um sábado agradável com uma semana curta graças ao feriado e fica difícil de fugir da felicidade. Eu li mangás que, apesar de terem histórias um tanto tristes, eram muito fofas. Comecei a ir na Igreja Universal. Não sei como se chama a celebração religiosa que eles fazem lá. Missa não deve ser, culto também não parece. De qualquer forma, é bom ir lá e ouvir a pregação. Faz eu me sentir bem. Ainda mais q posso ver a Liliane. Ela também é um dos motivos que me faz sentir feliz ultimamente. Ela é minha amiga que casou, no qual eu fui a única amiga que ela convidou. E depois do casamento ela teve uma filha. Por motivos óbvios, nos afastamos. Quem sou eu pra ficar insistindo em pedir atenção quando a pessoa tem um bebê pra tomar conta? No entanto, depois da morte da minha mãe, ela prometeu estar mais presente na minha vida. E houve certo momento em que ela me pediu desculpas por ter ficado tanto tempo longe. Eu entendi e respeitei isso, no entanto, ela se desculpou mesmo assim. O mesmo acontece hoje com meus amigos que estão pra casar. Eles me pediram que não chamasse eles para fazer nada, pois a parcela do casamento ficou cara. E assim tem sido. Estou esperando pacientemente até que eles me deem algum sinal de que posso me aproximar novamente. Conhecendo os dois, provavelmente isso leve alguns anos. Mas tudo bem, pois eu finalmente consigo procurar abrigo, conforto, apoio e atenção em outras pessoas. Em várias pessoas. Acho que a mudança mais importante que aconteceu nos últimos tempos foi essa, aprender a me apoiar em outras pessoas, em várias pessoas, aprender a dizer não, mesmo que eu não tenha de fato dito não para muita gente. O vazio com que a Liliane anda tão preocupada já faz tempo que não existe. Talvez um pouquinho, mas estamos trabalhando nisso. Meu potinho de pequenas felicidades, que anda parado e deixado de lado desde certo evento da minha vida esse ano, já pensou em ser revivido várias vezes. Talvez quando julho começar eu volte a adicionar as pequenas felicidades. Tenho certeza que elas acontecerão. Uma página foi virada. Que comecem os novos tempos.