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domingo, 23 de fevereiro de 2020

10000 Promessas

Pois é, eu também achei que não ia mais voltar pra cá. No entanto, olha eu aqui. Aconteceram muitas coisas, né? Mas vamos começar pelo começo.
Desde que sumi, algumas coisas grandes mudaram. Não estou mais namorando é a principal delas. E ele já está namorando outra garota. Uma garota que ele até troca a foto do Whatsapp pra uma deles juntos. Uma menina que ele até troca a foto do Discord pra mostrar eles juntos. Até pouco tempo atrás, acreditava até que ele tinha apresentado ela pros amigos. Coisas que ele nunca tinha feito comigo ou por mim. Houve um rompimento total por parte dele. "Você tira minha paz" foram as palavras que ele usou. E eu fiquei me perguntando que pessoa eu sou para tirar a paz de alguém. Que pessoa horrível eu devo ser.
No entanto ele, como várias pessoas antes dele, voltou a falar comigo um dia desses. Foi um início de papo meio caótico, comigo dizendo várias coisas que estavam entaladas na minha garganta. Ele lia e respondia. Inclusive quando mencionei o fato dele ter apresentado ela para os amigos dele, ele me corrigiu dizendo que não. Era outra pessoa. Ele inclusive me mandou uma foto do casal que estava na foto. E eu acreditei nele, como costumo fazer com as pessoas em geral.
Então ele me contou dois fatos sobre a atual namorada dele que me fizeram ter, para dizer o mínimo, medo dela. Supostamente falei mal dela. Pedi que ele me dissesse de onde ela tirou a ideia e q me mostrasse provas. Depois fiquei sabendo que ela leu todo meu blog e me caiu uma ficha do tamanho de um bonde: provavelmente ela leu o post "quem com ferro fere" e achou que o que eu estava dizendo lá era para ela. Que o que estava escrito lá era para ele. Podia ser! Mas não era.
Me surpreendeu, no entanto, o fato de que todas as mulheres que resolvem ter algo com algum homem que já passou pela minha vida tenham esse sentimento com relação a mim. Não vou nomear o sentimento pois acho que não preciso. Eu sei. Elas sabem. Mas eu não ligo. Elas no entanto parecem se incomodar profundamente. Da mesma forma que todos esses homens são, hoje, os fantasmas do meu passado, eu também sou. Sou como uma sombra na vida deles. Talvez até tenha sido responsável por muitos traumas para alguns deles. Mas eu mudei. Acho que amadurecer faz isso com as pessoas. E eu acredito que amadureci bem.
Uma das coisas tristes dele ter voltado a falar comigo é que, por alguns dias, tive a impressão que poderia cobrar dele algumas promessas que ele me fez enquanto estávamos juntos, mas como amigos. Como, por exemplo, ver as flores de cerejeira no Parque do Carmo. No entanto, ele traiu a confiança dela de alguma forma. E ela não gostou. A culpa é dele, ele me disse. Não soube os motivos então prefiro não opinar. Me deixou um pouco triste ter que voltar ao silêncio, mas eu definitivamente não quero ser o motivo da nova namorada dele ter dúvidas ou, pior, dela fazer da vida dele um inferno. Gosto demais dele para aceitar estragar o futuro dele. Mesmo que esse futuro não me inclua, vou seguir em frente. Seguir a minha vida, como ele mesmo me disse pra fazer. Mas vou me aproveitar da minha gaveta para guardar à 7 chaves as promessas que me foram feitas. Tanto por ele quanto por outras pessoas. Não para que eu possa cobrar, longe de mim. Mas para lembrar que outras pessoas também fazem promessas e esquecem que o tempo passa derrubando tudo que tem pelo caminho. Promessas inclusas.

sexta-feira, 6 de setembro de 2019

Desafio dos 30 Dias - O Tesouro

Hoje vou escrever sobre algo que vai me fazer chorar enquanto escrevo e que pode não ser minha realidade para toda a eternidade mas com certeza é minha realidade neste exato momento. Leia por sua própria conta em risco. Classificado como Gaveta por razões óbvias.

Desde criança tive muitas paixonites. Algumas vezes, havia mais que uma paixonite por vez, tamanho era meu coração. Não me satisfazia amar só um, tinha que ter mais. Então o tempo foi passando e fui amadurecendo. Meu primeiro amor de verdade foi aos 25 anos, por um homem que morava em tão, tão distante que eu não sabia na época mas soube depois que, quando terminasse, eu nunca mais o encontraria na minha vida. Foi um término muxoxo, daqueles que te deixam sem reação se você é uma pessoa como eu. "Tem coisas que chegam ao fim, e nós é uma delas". Doeu, mas eu não percebi que doeu. Eu fiquei chocada. Falava do ocorrido sem parar, mas não ouvia o que eu mesma estava dizendo. E essa era a chave para sair daquela situação. "Você escutou o que acabou de dizer?" Não, não tinha ouvido, nem prestado atenção. Passei a prestar atenção no que eu digo. Não passei a pensar no que digo, veja bem, passei a prestar atenção nas palavras que estava dizendo ou que iam ser proferidas. Supostamente eu estava dando as respostas para meus próprios problemas. Naquele caso, eu estava tão acostumada a sentir, sentir e sentir sem parar que, naquele momento, em que tinha perdido a pessoa que eu mais tinha amado, senti que tinha sido privada daquilo que havia feito por toda a vida; sentir.
Isso foi há alguns anos. Conheci outras pessoas, me apaixonei de novo algumas vezes, até cheguei a sentir que podia ter um futuro com dois deles. Tudo em vão. Até o dia que conheci um garoto que resolveu se apaixonar por mim e me conquistar. Não são todas as pessoas que te ajudam, que fazem algo por você, que te querem ver feliz. Ele fazia isso por mim naquela época, e era bom. Um dia ele estava me falando que gostava de alguém e eu resolvi apoiá-lo a se confessar. Ele relutou e eu resolvi perguntar se era eu. Já perdi a conta de quantas vezes contei essa história, mas eu realmente fiquei feliz quando ele disse que sim. Minhas atitudes seguintes foram cortar quaisquer laços afetivos que tinha com outras paixonites. Ele me conheceu quando eu jogava com todo mundo, mas por conta do ciúmes dele, passei a não jogar com mais ninguém. Isso atrapalhou ele também, pois eu queria passar tempo com ele, então tudo que fazíamos juntos era sozinhos, eu e ele. E ele é um moleque que precisa de amigos ao redor. Enquanto ele estava em casa, desocupado, tudo estava às mil maravilhas. No entanto ele começou a trabalhar e as coisas mudaram drásticamente em menos de um mês. Não sei quais são as razões dele, mas ele resolveu abrir mão do tesouro que tinha. Pelo que? Bem, eu o vejo jogando mais com os amigos e falando mais com as pessoas. Quando fazíamos as coisas juntos ele nunca falava comigo. É triste, mas parece que, pra ele, se livrar de mim foi a melhor opção. Já pra mim, está sendo sofrido. Dolorido. Quase insuportável. Tento falar com ele mas ele me dá a entender que nada mais tem importância. É como se eu fosse um tesouro e ele tivesse resolvido enterrar esse tesouro. "Fique aí". Talvez um dia ele lembre que teve esse tesouro e sinta falta. A verdade é que eu não sei o que fazer da minha vida nesse momento. Nem o que fazer com todos esses sentimentos que estou sentindo. Me isolei por ele. Fiz tudo que podia. Gastei o que tinha e o que não tinha para estar com ele. E agora, me vejo sendo deixada de lado por um motivo que não me parece claro, por razões sem razão. Ele quer e pronto. Se eu tento argumentar ele diz que parece que quando começamos a namorar parece que ele assinou um termo que o impede de terminar, se esquecendo que foi ele que insistiu nesse relacionamento. Hoje quem insiste sou eu, mas ele não cede como eu cedi. No fim do mês vai ser meu aniversário e não espero que ele se lembre para me desejar feliz aniversário. Completamos dois anos juntos que serão jogados no lixo. Investi tempo e dinheiro em uma pessoa que, agora que finalmente podia me retornar um pouco do tanto que fiz por ele, preferiu terminar. Tempo e dinheiro jogados fora, pois eu fui descartada assim que ele passou a ter condições de poder me retribuir. Talvez retribuir não estivesse nos planos dele desde o início. Talvez eu tenha realmente estragado ele tanto ao ponto que o que eu fiz por ele, para ele, não tenha passado da minha obrigação. Afinal, quem queria estar junto era eu, quem queria ver ele feliz era eu. Faz tempo que não consigo nada disso então talvez seja o melhor cada um ir pra um lado. Não estou nem um pouco feliz com isso, mas tenho que aceitar, pois não é como se tivessem me dado qualquer outra opção. Existe a de "continuarmos amigos", mas desde que começamos a namorar ele não é mais o amigo que eu tinha quando o conheci de fato e duvido muito que ele consiga voltar a ser como era. Sinto falta da pessoa que se importava. Sinto falta da projeção que criei dele, que projetei nele e que veio ao chão, talvez tarde demais. Ainda o amo, mas ele escolheu se desfazer de mim. Amanhã será o casamento da tia dele. Fui convidada e vou. Ele disse, mesmo enquanto terminava, que queria que eu fosse, então eu vou. Sem a menor ideia do que esperar desse dia. Serei um barco à deriva em um mar de gente que não sabe como estou me sentindo. Será um dia de alegria para todos, mas não pra mim. O tesouro ficará escondido, tentando não chamar a atenção.

sábado, 16 de fevereiro de 2019

As Portas do Paraíso Foram Abertas

Acho que todo ser humano, em algum momento de sua vida adulta já deve ter ouvido falar, ou mesmo praticado meditação. Pois é. Vamos falar um pouco sobre?
Eu honestamente não me lembro quando foi a primeira vez que ouvi falar de meditação. Inclusive, achava que a meditação era algo exclusivo para monges budistas ou gente que faz ioga. Gente que procura ser zen, algo que eu nunca tive dom para ser. Lembro do meu querido amigo Giorgio falando sobre sua primeira experiência de quase sucesso em uma meditação. Mas demoraram ainda uns dois anos para que eu tentasse a prática.
Nos dias de hoje, onde a internet se mete em tudo, até meditar pode se tornar uma atividade mais fácil de executar. Já tentei dois aplicativos, ambos com suas opções de meditação gratuita e suas versões pagas. Já me senti tentada a pagar por um premium e ter acesso aos arquivos dourados, mas… verdade seja dita, ainda me pego dispersando muito em minhas meditações. E isso me faz pensar q não estou pronta para tudo que o premium pode me oferecer.
Não faz muito tempo me perguntaram num grupo se eu gostaria de fazer parte de um grupo de meditação. Bem, corrigindo, todas as pessoas do grupo foram convidadas. Aceitei, obviamente. Mas a verdade é q não fiz nenhuma das atividades enquanto elas eram lançadas. Uma das propostas do grupo eda exatamente de deixá-lo caso não se conseguisse acompanhar, mas eu queria manter aquilo ali para a posteridade. “Hoje eu não posso, mas amanhã com certeza vai dar!” A verdade é q qualquer distração que me tome mais que um dia faz com que eu pare todo e qualquer processo que eu esteja fazendo em sequência. Acabei pausando tudo e esperando. Mas esse mês retomei as atividades atrasadas e ando tentando me dedicar a elas. Inclusive já procurei outros desafios parecidos, “30 dias de” seja lá o que for que eu tenha achado interessante. A meditação é algo que eu pretendo manter na minha vida. Ela me acalma e essa nova vertente do Deepak Chopra está focando em pensamentos de abundância e repetição de mantras. É diferente, mas é bom. Não digo que espero ir para o céu por estar praticando meditação, nem que essa prática me tornou uma pessoa mais calma, pois ainda tenho meus problemas e, como disse antes, minha mente reluta em se esvaziar completamente durante todo o período de meditação. Mas vou continuar meditando. Talvez isso faça com que eu me torne uma pessoa menos dramática e briguenta, mais amorosa e compreensiva. Posso sonhar.

sábado, 19 de janeiro de 2019

Ragnarok

Tem uma nova virose na internet que consiste em pegar uma foto sua de 10 anos atrás e uma foto atual, para que as pessoas possam ver como você mudou daquela época pra cá. Bem, eu não achei fotos minhas de 10 anos atrás, só mais antigas que isso ou mais recentes que isso. Talvez se repetirem isso daqui  alguns anos eu possa participar, mas no momento? Não. Mas tem uma coisa que merece ser mencionada, e que é o título desse post: ragnarok
Há 10 anos atrás eu tinha 23 anos e ainda jogava Ragnarok. Hoje, 10 anos depois, Ragnarok pra PC se tornou um jogo obsoleto. Mas saiu Ragnarok pra celular, e adivinha quem resolveu jogar? Pois é, eu mesma. Isso fez com que um alarme soasse em minha cabeça. “Você está estudando agora, como estava naquela época, não vá repetir o mesmo erro”. Eu não me perdoaria por cometer o mesmo erro. Um amigo disse que, por eu ter a consciência do erro, as chances de evitar que ele se repita são altas. Mas sou eu. E é Ragnarok. Eu vou me esforçar bastante pra não estragar tudo de novo, mas confesso que estou muito feliz de poder jogar de novo. Não pelas pessoas, mesmo que várias tenham resolvido voltar a jogar, mas pela felicidade que aqueles monstrinhos, aqueles personagens e aquelas músicas me trazem.

sábado, 5 de janeiro de 2019

Seja o Ano Novo que Deseja

Finalmente é 2019, eba! Muita comida, muita felicidade, muitos eventos. Agora, nos resta voltar para a realidade. A triste realidade que voltaremos para nossos trabalhos, com as mesmas pessoas, com os mesmos problemas. Conviverem os com as mesmas pessoas que chamamos de amigos, frequentaremos os mesmos lugares, usaremos as mesmas palavras. Será que tem que ser assim mesmo?
Como de costume recebi várias imagens de feliz ano novo, das quais a maioria, confesso, nem me dei ao trabalho de ler. Me incomodou profundamente que todos os stickers que me mandaram no WhatsApp eram de feliz 2019, nenhum de feliz ano novo. Não vou poder usar esse mesmo sticker ano que vem, então nem salvei. No entanto, em meio a tantos desejos automáticos de felicidade, riqueza, saúde, entre outros, uma imagem de destacou como o sol depois de uma chuva. Essa frase é nada mais nada menos que o título deste post. Se tiver sucesso, a imagem também estará disponível.
Mas o que afinal essa imagem tem de tão diferente? Bem, pra começar, ela não começa te desejando nada. Se prestar bem a atenção, perceberá que, na realidade, ela te leva a querer agir ao invés de desejar. Agir para que, você pode estar se questionando. Oras, para todos esses desejos que você envia para os outros. Se quer saúde, cuide bem da sua saúde. Se quer dinheiro, trabalhe, economize, faça o que for preciso para conseguir o dinheiro. Se quer felicidade… bem, acho que já deu pra entender por onde vai. Se quero que minha vida seja menos miserável do que acredito que ela foi em 2018 devo começar lembrando das coisas que aconteceram de ruim e vigiar. Me vigiar para início de conversa pois sei bem que existem problemas que foram causados por minhas próprias atitudes. Por exemplo, eu não teria passado por todo o estresse que passei no IBGE se não tivesse me deixado levar pelo cansaço e pela raiva. Eu não estaria tendo os problemas judiciais que estou tendo com a manutenção do meu computador se tivesse simplesmente tirado a placa de vídeo antes de levar a máquina para a manutenção. Eu não teria passado por um término de relacionamento se não fosse tão difícil de lidar. Existem muitas coisas que dependem única e exclusivamente das nossas atitudes. Por isso que essa imagem foi tão forte, tão importante. Fiz planos para esse ano, como sempre costumo fazer, antes de ver essa imagem. Agora pretendo aumentar um pouco o que quero fazer, englobando dessa vez meu próprio comportamento. Vai ser difícil? Lógico que vai. Mas como diz a imagem, seja o ano novo que deseja. Se quero que coisas boas aconteçam, vou agir de forma que essas coisas boas me encontrem naturalmente em seus caminhos. Não adianta desejar e não agir de forma que esses desejos se realizem.

sábado, 22 de dezembro de 2018

Confraternização

Quando se fala em confraternização, o que vem à sua mente? Talvez gente reunida em volta de uma mesa com muita comida? Ou talvez trocando presentes? Quando você procura o significado de confraternização no google ele te retorna uma resposta vaga, “demonstração de confraternidade”. É só quando você procura o significado de confraternidade que as coisas se encaixam. “Relação amigável, estreita, fundada na similitude de condições ou de situações”. No meu caso, pessoas que trabalham no mesmo local. Basta você dividir um lugar em comum e isso já te coloca em uma situação de confrade com o outro. Isso não significa que você tenha que ser amigo do outro, mas convenhamos, ser amigo do outro faz com que a gente tenha muito mais alegria de compartilhar momentos com ele. É como se você me pedisse pra ir numa confraternização com a Giselda e o Marconi. Ambos dividem o mesmo local de trabalho que eu, no entanto eu não teria prazer nenhum em confraternizar com eles. É como o espírito natalino que, de uns tempos pra cá, se transmutou de um espírito benigno e gentil para um espírito consumista e egoísta. A evolução nem sempre é boa e, por mais que os espíritos nos tenham prometido pessoas de luz após a virada do milênio, tudo que vejo é a continuação do egoísmo das pessoas que foram criadas na minha época. Aquelas crianças malditas que esperneiam no mercado se a mãe não comprava aquilo que elas queriam, pois elas nunca se importaram em educar suas crias. Mas estou fugindo totalmente do assunto do post.
Na sexta-feira ficou combinado de irmos em um sítio. Pelo que entendi, várias pessoas foram convidadas mas se recusaram por motivos variados que não cabem neste post. O que cabe sim é o quanto eu me diverti com as pessoas que lá estavam, já que todas me eram muito queridas. Mesmo as pessoas que eu não conhecia, tive oportunidade de me aproximar o suficiente para ser gentil e amigável. Faz parte do meu trabalho, mas também é intrínseco à minha pessoa. Tinha muita comida e uma piscina maravilhosa, além de natureza por todos os lados. Foi bom, pois eu precisava me desligar um pouco de tantos problemas. Percebi que estou muito sedentária, pois algumas voltas na piscina e eu já não aguentava mais. Ver as crianças me fez querer ter uma minha logo, por mais que eu saiba que não é assim que funciona. E combinamos de voltar em breve, pois a verdade é que todo mundo gostou muito de lá. E eu realmente espero que voltemos!

sábado, 15 de dezembro de 2018

Bagunça

Vamos falar a verdade, não existe, que eu tenha visto, lugar mais bagunçado que meu quarto. Eu sei encontrar várias coisas no meio da bagunça pq ela não é algo recente, muito pelo contrário, é algo crônico. Não é assim por eu gostar mas sim por ter dificuldade de me desprender das coisas. Toda vez que resolvo limpar alguma parte do meu quarto consigo tirar pelo menos uns dois sacos de mercado de coisas que podem, sem dúvidas, ir pro lixo. Mas e o resto? O resto é um pouco de várias coisas que foram perdendo sua utilidade com o passar do tempo. Tenho uma estante cheia de livros e outra cheia de mangás. O problema é q tanto os livros quanto os mangás ocupam cerca de uma prateleira dessas estantes. O resto é cheio de outras coisas. Em uma tenho uma barsa, pois sou antiga a ponto de ter precisado de uma dessas. Existe um cesto enorme cheio de bichinhos de pelúcia que está em cima de uma cômoda que está em cima de outro móvel há não sei quanto tempo já. Em cima desse mesmo móvel existem várias caixas, pq eu resolvi separar as coisas em caixas, no entanto existe uma dessas caixas que eu não faço a menor ideia do que tem dentro. Também tem várias outras caixas em cima da cômoda, mas não mexo nelas também. Existe uma pilha de roupas que eu não coloco no meu guarda-roupas pelo simples fato de eu saber da existência de um rato no meu quarto e de eu não querer que, por essas roupas estarem no guarda-roupa, fiquem cheias de furos. Sim, pois ele rói minhas roupas, já tive roupas roídas por ele, então sei do que estou falando. Por conta da existência desse rato, meu armário é praticamente de enfeite. Não que ele não tenha nada dentro dele, pelo contrário, tem sim, mas eu não me atrevo a mexer nele. Então tem as pilhas de coisas espalhadas pelo chão mesmo. E o baú de linhas. E os sacos de linhas. E as linhas de malha.
Estamos chegando ao fim do ano e olho ao meu redor. Sinto uma tristeza, confesso. Penso que vou conseguir me livrar de toda essa bagunça mas sei que não é verdade. Não vou vender as linhas sem tecê-las, pois quero poder ganhar dinheiro com os trabalhos que fizer, mesmo sabendo que moro em Guarulhos e que nada de artesanato é valorizado como deveria aqui. Não vou me livrar de todos os papéis pois vou pensar em todos os origamis que posso fazer com eles. Não vou doar as roupas pois a maioria delas já está bem usada pra que eu venda e, as que porventura estiverem em estado bom pra vender ainda, eu não vou conseguir vender simplesmente por não existir interesse das pessoas por comprar certos produtos. Queria pelo menos poder me livrar do rato pra poder voltar a usar meu armário, ou pelo menos conseguir trocar de armário já que o meu está começando a dar sinais de que vai desmontar. Meu quarto hoje parece um lixão. Quero poder resolver cada uma das prateleiras e tudo o mais de forma definitiva, de forma que, com o tempo, eu visse alguma mudança. Essa mudança não aconteceu em 2018, então só me resta empurrar pra 2019. Talvez eu devesse ser mais rigorosa com esse ponto e menos com outros. No fim das contas, parece que é uma escolha. Uma escolha com a qual eu não estou feliz, mas que continuo convivendo diariamente. Minha amiga Eliana me fala da importância de se ter uma casa organizada e eu entendo isso, mas ainda não consigo por em prática de forma eficiente. Então, se alguém tiver algumas ideias de como organizar ambientes de forma definitiva, estou aceitando sugestões.

sábado, 1 de dezembro de 2018

Então é Natal~~

Eu tenho certeza que já falei sobre isso no meu post “A Chuva e Eu”, mas devo dizer que, de ontem pra hoje, dormi com uma chuvinha gostosa que me fez lembrar da infância. Dezembro era assim. Pensei com meus botões “eu só pensei em lavar a roupa, eu nem falei em voz alta”. Também pensei que só faltava ficar sem luz para ser perfeito. Minha luz não faltou, mas a do Henrique sim.
Todas as promoções que começaram na Black fraude vão continuar em Dezembro para fazer com que as pessoas menos atentas e mais gastonas aproveitem o décimo terceiro para sair comprando presente pra todo mundo. A propósito, eu estou querendo um Mi band, caso alguém queira uma ideia do que me dar de presente. Não é barato como um panetone mas também não é caro como um playstation 4, então acho que não é um presente ruim de se pedir. Não que eu esteja de fato esperando que alguém me dê um. São poucas as pessoas que me deram presentes na minha vida. Uma delas foi meu irmão, que hoje mesmo me surpreendeu com um Cartão Presente de Riot Points. Queria poder dar um presente para ele também, mas acho que umas das minhas dificuldades para presentear os outros é aquilo de sempre: que tipo de presente dar para agradar?
No trabalho outro dia mesmo estávamos falando sobre isso mesmo, amigo secreto. Fim de ano é uma época que as pessoas gostam mesmo de fazer essas brincadeiras. No entanto, falaram que se fosse pra dar presente, teria que ser algo de 100 reais pra cima e que, quando se estipula esse valor, tem gente que torce o nariz. É normal comprarmos, para nós mesmos, roupas e produtos que não vão durar tanto assim. É pra nós mesmos, então não tem problema. No entanto, quando você vai presentear o outro, você tende a procurar algo bom, de qualidade, que dure. Acabei de dar uma gargalhada ao perceber que realmente escrevi “que dure”. Enfim! As pessoas querem presentes bons mas não querem gastar com isso. As pessoas querem participar de festas sem ter que se preocupar com nada e reclamam se tem que pagar ou se tem que levar algo para a festa. Também me falaram sobre a festa que teve no fim do ano passado por lá. E como ela não deu certo por conta de sempre ter algum ser humano (pra não falar outra coisa) que vai reclamar que “faltou alguma coisa” ou que “não estava bom”.
Nesse momento, me preparo para uma porção de coisas que preciso de fazer antes do fim do ano: no âmbito da saúde, tenho que buscar meu raio X, fazer exame de sangue, buscar o resultado da doação de sangue e, quem sabe, começar a fazer um planejamento de exercícios. No âmbito dos problemas que precisam de solução, imprimir os orçamentos da placa de vídeo pra poder ir nas pequenas causas e arrumar… várias coisas que precisam ser arrumadas. Por fim, no âmbito do artesanato, terminar um bom tanto de peças que, se não forem entregues no natal, o serão em algum momento da vida e começar um suéter que o Henrique quer que eu faça pra mim mesma.
E agora que estamos oficialmente em dezembro, já estou me preparando psicologicamente para as demonstrações de espírito natalino que os outros me darão. Falarei disso no primeiro post que escrever depois do Natal, só para que vocês entendam exatamente o que eu quero dizer quando falo de espírito natalino. Mas por enquanto, é isso. Vejo vocês na próxima semana.

sábado, 24 de novembro de 2018

Eu não vou Terminar

Há muito, muito tempo atrás, eu tive um relacionamento. Estava exaustivo então terminei. Me deu um alívio muito grande, o peso tinha acabado, mas havia no fundo uma sensação ruim. Ele é uma pessoa boa, somos amigos até hoje, o motivo de eu ter terminado era, basicamente, o mesmo motivo pelo qual as pessoas com quem me relacionei depois dele me abandonaram: ser grudenta. Com tudo isso em mente, cheguei à conclusão de que não gostaria de ter que terminar. Oras, que tipo de casamento eu teria se, a cada briga que tivesse, existisse a ameaça do divórcio? Na minha concepção, no namoro a ameaça de término é quase como a do divórcio para o casamento, mas é muito mais fácil terminar com um namorado do que divorciar de um parceiro. Afinal, no namoro não existem taxas nem bens a serem divididos. Toma aqui o que é seu, me dá cá o que é meu, cada um vai pro seu lado e é como se nada tivesse acontecido, ou como se nenhum dos dois tivesse existido um para o outro.
“Eu nunca vou pedir para terminar”.
“Nunca diga nunca”.
Bem, eu não pedi, mas a verdade é que as coisas são mais difíceis de se fazer do que de se dizer. Eu sempre tento o que posso mas às vezes tentar não é o suficiente. Na verdade, na maioria das vezes não é. O ideal mesmo é conseguir, mas para se conseguir você precisa ser bem pontual no que faz e ter certeza que sua pontualidade vai atingir o que deseja. Como uma flecha voando para atingir o alvo. Você não ganha nada se a flecha acertar qualquer um dos círculos além do central. Todos os outros círculos representam uma falha. O problema é que isso exige perfeição, e eu não sou perfeita. É mais difícil ainda se seu alvo é móvel ou mutável.
Bem, o caso é que nos últimos tempos meu relacionamento não estava parecendo bem um relacionamento e, apesar de ter dito sim que eu nunca pediria pra terminar, a ideia começou a passar pela minha mente como a única opção que eu tinha. Nada funciona, tentativas se tornam erros, porque eu ainda estou insistindo se sinto que estou tentando sozinha? A frase que mais doeu foi quando eu disse para ele que parece que a pessoa que mais perde com o fim desse relacionamento sou eu. E a realidade dói, pois quando analisei a frase percebi que era exatamente isso. Durante todo o tempo que estivemos juntos até aqui a pessoa que investiu mais nesse relacionamento fui eu. E nem estou entrando no mérito financeiro não. Vai mais profundo que isso, envolve a coisa mais preciosa que um ser humano tem, o tempo.
No fim das contas eu falei pra ele sobre o real significado por trás da minha frase. Não terminar não significa que eu não pense e que eu não sinta vontade. Meu amigo Gilson me disse que, ele, no lugar do meu namorado, entenderia com aquela frase que ele estaria seguro pro resto da vida, pois eu realmente nunca terminaria. Queria saber se todo homem pensa assim. Seria triste descobrir que sim. Nossa conversa foi boa pelo menos pra por o relacionamento de volta nos eixos. Estamos passando por uma boa fase. Mas eu tenho plena consciência de que devo aproveitar ao máximo o período de calmaria, pois meu alvo é mutável e eu sou uma atiradora inexperiente, fadada a errar.

sábado, 17 de novembro de 2018

O Tempo passa, o Tempo voa…

...e a poupança Bamerindus continua numa boa! Só que não. Para aqueles de vocês muito novos para saber, Bamerindus era um banco que faliu. O garoto propaganda era ótimo, o jingle era ótimo, mas o banco faliu. Da mesma forma, uma coisa que pode começar muito bem, muito promissora pode ir parar num buraco. É o caso do que vou contar para vocês hoje. Sentem em um lugar confortável, pois a história é um tanto quanto longa.
No dia 21 de Janeiro de 2017 eu escrevi um post entitulado “quem com ferro fere...” que se referia ao Edgar, uma das pessoas que passou pela minha vida amorosa. Por que estou falando disso? Calma, já vamos chegar lá. O caso é que esses dias o Silver me mandou mensagens desesperadas me perguntando se eu conhecia um tal de Edgar Narok. Sim, conheço. Bem, o amigo que ele tem na escola também. O nome d ele é Matheus e, pelo que entendi, ele pegou o celular da mão do Silver e começou a falar comigo sobre o Edgar e, acima de tudo, sobre a Isabela. Não são pessoas de quem eu gosto de falar, mas elas existem e, pelo jeito, o mundo é tão pequeno que serei obrigada por muitas vezes a esbarrar em pessoas que conhecem pessoas que eu conheço. E nunca são pessoas que conhecem pessoas que eu conheço que sejam pessoas que eu ficaria feliz de saber que as pessoas conheçam, não, sempre são as pessoas que dão trabalho que os outros conhecem. Talvez seja porque as pessoas que dão trabalho ficam guardadas em um lugar da nossa mente, enquanto as pessoas legais simplesmente são esquecidas. Talvez seja por isso que todo mundo lembra de chamar a Juliana pra sair, mas não lembram de mim. Tudo faz sentido agora!
Desculpem, eu desviei do assunto principal. O caso é que o rapaz comentou com a isabela sobre mim e ela disse que eu a chamei de vadia no meu blog. Isso me chocou e fui reler o post, já que não lembro de ter falado dela em outro post. Inclusive, convido ela ou qualquer outra pessoa que venha a ler meu blog que, caso encontre onde eu a chamei de vadia, por gentileza me apontem, pois eu realmente não tenho saco pra ficar desenterrando essa história. Não lembro de ter feito, mas eu sou uma pessoa que fala o que não deve quando está em circunstâncias ruins. Tipo falar a senhora quer que eu coloque uma seta luminosa?” para uma mulher que não estava enxergando o lugar vago que tinha para ela sentar enquanto esperava o médico no dia em que eu vi minha primeira morte no PA. Não que a pessoa tenha morrido lá, na verdade ele chegou morto, mas não fazia diferença, foi meu primeiro presunto humano. O primeiro presunto humano você nunca esquece.
Mas estou saindo da linha de raciocínio de novo! O caso é que depois de conversarmos e percebermos o ódio mútuo que existe entre nós, no dia seguinte apareceu nas minhas lembranças do Facebook uma com ela. A própria. E ela dizia que me colocaria em um potinho, num post que era basicamente uma imagem que dizia que “eu tenho ciumes dos meus amigos, se pudesse, colocava eles em potinhos e guardava só pra mim”. Foi interessante ver como as coisas mudaram. Foi interessante ver como sentimentos mudam, pessoas mudam, opiniões mudam. Tudo no mundo evolui e nem sempre é pra melhor. Como o banco Bamerindus, que mesmo tendo um comercial tão bonitinho, faliu. A Isabela, mesmo sendo tão bonitinha, apodreceu na minha concepção, e tenho a impressão que não existe nada nesse mundo que mude essa visão que tenho dela. Foi um caminho sem retorno. O que é triste é ouvir que ela acha que minha raiva dela nasceu do fato de eu ainda gostar do Edgar e não dela ter agido de uma forma escrota. A culpa é dos outros, nunca dela. Mas isso era um complexo que eu já sabia que ela tinha. Aliás, que todos têm. O problema de olhar pro umbigo e esquecer que vivemos no mundo com outras pessoas.

Hoje sou feliz com meu namorado, mesmo tendo nossos desentendimentos. Não sinto falta nenhuma do Edgar e, honestamente, espero do fundo do meu coração que ele não reapareça na minha vida. Ainda acho que, olhando apenas pro exterior, a Isa é uma fofa. Queria que as pessoas parassem de olhar pros seus umbigos e olhassem um pouco mais pro seu redor. Nem precisava ir muito longe, sabe? Era só levantar os olhos e - BAM - dezenas de pessoas estariam ao seu redor. Muitas seriam apenas desconhecidos, pessoas que também só olham pros próprios umbigos e seguem a vida nessa rotina. Mas às vezes você pode encontrar uma pessoa que está olhando para você ao invés de para o próprio umbigo. Pode ser que depois que você passar um tempo com essa pessoa você descubra que ela também olha demais pro próprio umbigo e que se você não estiver constantemente por perto, ela vai esquecer de olhar diretamente para você. Isso é triste, mas são situações pelas quais devemos passar na vida. O tempo passa e se encarrega de ir colocando as coisas nos seus devidos lugares, mesmo que o lugar de uma coisa que, hoje, para você, vale muito, seja o lixo.

sábado, 10 de novembro de 2018

Determinações

Ainda estamos em Novembro mas já vejo lugares com decorações natalinas, vendendo decorações natalinas, vendendo panetones, entre outras coisinhas típicas do Natal. Mas estamos em Novembro.
Lembro de quando eu era criança que chovia muito em Dezembro. Não era fora do comum ficar sem luz em algum momento do dia. As decorações de Natal só começavam a ser feitas, de fato, em Dezembro. E nós passávamos o Natal e o Ano Novo em família, na casa da minha avó.
Dezembro é o mês em que começaremos, como no ano passado, a pensar no que fizemos por nós mesmos durante esse ano e o que pretendemos fazer por nós mesmos no ano que segue. Sim, tudo tem que girar em torno de nós, pois não podemos controlar a vontade nem as ações dos outros. Fazer planos como “vou arrumar um namorado” é algo que não depende só de você, então não faça. Procure fazer promessas que você sabe que vai conseguir cumprir. Parece chato e fora de moda? Talvez. Mas acredite, quando chegar no final de 2019 e você olhar para sua listinha e ver o tanto de coisas que conseguiu realizar, você não vai se importar com a simplicidade que elas representaram, você vai simplesmente se sentir realizado, pois seu cérebro vai identificar que algo foi, de fato feito. A não ser que você seja uma daquelas pessoas que se cobra demais, então você nunca estará satisfeito, mesmo que apenas um dos itens da sua lista esteja faltando ser realizado. Aquele um é o suficiente para que você se sinta derrotado.
Tenho pensado em algumas resoluções que, com certeza, serão difíceis de se realizar, mas que penso fazerem parte de uma mudança que preciso na minha vida. Lembro, neste momento, de quando fui assistir uma palestra com minha prima, com o coach Wendell Carvalho. Chamava “Eu lidero”. Tenho a caneta até hoje e levo ela comigo pra todo lado. Um dos pontos altos da palestra, tirando aquela da madeira, é o momento em que ele te explica que para cada coisa que você faz você se promete uma recompensa. E você só se dá essa recompensa caso tenha feito o que te dava direito a essa recompensa. É um dos motivos de eu gostar tanto do Habitica, já que minhas ações na vida real me dão “experiência” no jogo. O problema desse método é que, quando chegar em um certo ponto, a recompensa de um jogo não é mais o suficiente. Nesse momento fico querendo uma recompensa de verdade.
Seguindo essa linha de raciocínio, como terminei de tricotar o cachecol rosa, que era algo que eu estava fazendo já fazia um tempo, eu merecia uma recompensa, que não me prometi. Cada vez que conseguir terminar algo que tinha me proposto a fazer devia me dar uma recompensa, de forma que isso renovasse meu ânimo para continuar fazendo mais projetos. Uma das recompensas mais simples e satisfatórias para mim seria comida, então vou explorar essa opção para me animar de terminar mais um projeto. E para iniciar muitos outros. Mês que vem vamos falar sobre nossa listinha de coisas para fazer em 2019. Por enquanto, vamos nos focar no resto do tempo que temos esse ano para, caso você tenha feito uma lista, conseguir riscar mais algumas das coisas que ainda faltam.

sábado, 3 de novembro de 2018

O que é o Futuro?

Já falei sobre esse assunto no blog antes, mas vale lembrar que, quando pequena, tinha sonhos que aconteciam. Da mesma forma, tinha aquela sensação de que, quando estivesse nos meus momentos finais, estaria sozinha. Bem, lhes pergunto caros leitores: o que é o futuro para você?
Quando você é pequeno costuma não pensar muito profundamente no assunto. Afinal, estamos crescendo e aprendendo, vemos algo que parece legal e logo queremos ser também. Certo, talvez no Brasil não funcione muito assim. Os meninos só querem ser jogadores de futebol e as mulheres… nem vamos falar sobre as mulheres. Afinal, por mais asco que eu tenha, também me incluo nessa espécie. Tanto na humana quanto na feminina.
Há um tempo atrás, meu futuro e meu presente eram basicamente minha mãe. Ela se foi e aquela sensação de liberdade que eu tive foi passando com o tempo, vendo que eu não precisava me matar, que as coisas podiam continuar. E eu continuei. E encontrei uma pessoa pra amar e pra chamar de minha.
Não sou a única pessoa no mundo que tem um relacionamento com um garoto mais jovem, mas no meu caso existe um agravante que são suas mudanças de humor. Eu pensei num futuro com ele. Eu acreditei nesse futuro. Agora, não muitos dias atrás, tive que ouvir dele que ele não é a pessoa certa para se ter um futuro, para se ter um relacionamento sério. Não nesse momento. E eu disse que não lembro de proibir ele de fazer nada. Mas esse episódio me abalou um pouco, confesso. Logo eu, que aprendi a temer o futuro, via no futuro um lugar aconchegante para se estar, e agora isso está sendo tirado de mim. Não por ele, pois ele é jovem, mas por mim mesma. Quanto mais vou me machucar se continuar me apoiando nesse futuro que, hoje, ele me nega? Não sei e tenho medo de saber. Já me prometeram um futuro que foi negado uma vez e, apesar do crescimento que isso me proporcionou, não quero continuar construindo meu caminho em areia. Hora de voltar pra de onde eu nunca devia ter saído. Planejar, sim, acreditar em algo tão incerto como o futuro, nunca mais.

sábado, 27 de outubro de 2018

A Indecisão que me Mata

Eu queria evitar de falar sobre sentimentos no Blog por um tempo, no entanto, querendo ou não aqui é como se fosse meu diário, onde confesso minhas amarguras e minhas angústias. E acontece que meus sentimentos são a maior causa de minhas angústias. Então hoje falarei sobre uma dificuldade que ando tendo e que, apesar de ter um tempo longo intervalo entre as ocorrências, está se tornando mais frequente do que eu gostaria.
Esses dias fui almoçar com minha amiga Eliana e, ao ver a aliança no meu dedo, ela me perguntou se eu ainda estou com o Henrique. Respondi que sim e que a fase de indecisão dele passou, e ela me disse que, mesmo que a fase tenha passado, ela não gostava de saber que os sentimentos dele são tão inconstantes da forma que são, ao ponto de um dia, só por ter dado na telha, ele dizer que não me ama como antes.
É como se ela tivesse invocado o acontecimento. Aconteceu depois do meu encontro com ela. Ele está sem internet, então não está em casa. Eu mal falei com ele durante essa última semana, exatamente por conta da falta de internet na casa dele. O que não justifica, pois ele tinha internet onde estava. Ainda assim, ele tinha os problemas dele pra resolver da mesma forma que eu tenho os meus. No entanto, dia desses, ele começou a me falar sobre como ele não é a pessoa certa para um relacionamento sério, que ele quer curtir, que ele já se imaginou com outra garota enquanto estava comigo e que tem medo do futuro.
Oras, medo do futuro todos temos. Eu, por exemplo, morro de medo do dia em que meu pai morrer, pois tenho consciência que com meu salário atual não consigo sustentar minha casa. Ele é jovem então ouvir que ele quer curtir não me surpreende. Eu sou uma pessoa muito caseira pois minha mãe me criou assim, mas posso entender e até simpatizar com essa vontade dele. Já conversamos antes sobre uma garota q ele gostava na escola. Segundo ele, o amor passou a ódio por conta das próprias atitudes dela. Essa informação me deixou com um pouco de medo, confesso, pois eu sei que quando passamos a ter uma convivência real ele começou a conhecer meus defeitos. Uma coisa que aprendi com meus pais é que amor de verdade não é tentar mudar a pessoa com quem você está, mas sim aceitá-la com suas qualidades e defeitos. Eu sei que às vezes é difícil aceitar alguns defeitos, tem um dia ou outro que vamos acordar com o pé esquerdo e vamos descontar no mundo. Normalmente as pessoas que amamos são as que mais sofrem, pois são as que estão mais próximas de nós e aquelas em quem confiamos para o bem e para o mal. Eu entendo isso também. No entanto, tem vezes que machuca muito ouvir essas coisas. O que foi o caso nesse momento. Quase não nos falamos já fazia uma semana e ver que a primeira conversa longa que temos é sobre algo assim é muito, muito triste. Eu queria ter mais conversas longas com ele, mas falamos pouco e agimos mais. Ou, no caso, eu prefiro agir do que esperar.
Ele é jovem. Eu sou bem mais velha que ele. Isso por si só já cria uma barreira entre nós. Eu trabalho e ele não. Eu pensava e imaginava um futuro com ele, agora me vejo obrigada a parar de pensar nesse futuro pelo bem de nós dois. Nunca cobrei nada dele, mas me sinto cobrada e pressionada por todos os lados. Isso cansa.

sábado, 20 de outubro de 2018

Limpando a casa

Desde que eu comecei a usar o Habitica eu comecei a tentar criar hábitos saudáveis e que me ajudem de alguma forma. Entre eles tem um que está me dando bastante trabalho, o de arrumar / limpar por 15 minutos. Parece algo simples e ele te dá a abertura de limpar por mais de 15 minutos. É verdade, quando se começa a limpar não se percebe o tempo passar e dificilmente se leva apenas 15 minutos, por mais simples que seja a limpeza. Imagino que para pessoas que só tem que passar um pano e uma vassoura leve mais ou menos isso. Meu quarto, no entanto, sofre de um mal chamado bagunça. Ou, como eu costumava chamar, a segunda guerra mundial, que supostamente passou no meu quarto e deixou tudo de pernas pro ar. Existe outro mal que permeia dentro de mim que chama dificuldade de me livrar de coisas velhas, que até pouco tempo atrás acabava fazendo com que eu não jogasse nada fora. Numa época em que usar a internet discada para buscar e imprimir táticas de jogos que eu não conseguia jogar sem um guia, por exemplo, deixaram várias folhas de papel impressas que, na época, podem ter sido muito úteis mas que, hoje, não fazem nada além de servir de comida pro rato e ocupar espaço. Nas minhas limpezas acabei achando vários cadernos com matérias de cursos que eu mal usei e que, agora, vão servir pra que eu continue estudando os cursos que continuo fazendo. E verdade seja dita, ainda existem até mesmo cadernos em branco, ou seja, tem espaço pra muito estudo.
Mas limpar sozinho não é a mesma coisa que limpar acompanhado. Em dias que o Bolsonaro periga a se tornar o presidente, a nova modinha do facebook são fotos de mulheres armadas obrigando seus maridos, filhos, namorados entre outros tipos de homem a lavar a louça, varrer o chão, essas coisas que são tipicamente (e erroneamente) obrigações atribuídas às mulheres. Num sábado em que meu pai  não estava em casa por ter viajado para o enterro de minha tia, lá no Paraná, eu e meu irmão estávamos juntos limpando a casa. E isso me trouxe lembranças de nosso tempo de infância, quando pegávamos vassouras enquanto nossa mãe segurava a mangueira e lavávamos o quintal. Ele saiu e foi comprar pastel, mas a felicidade de ter feito algo junto foi duradoura. Me senti mais próxima de meu irmão, coisa que não sentia desde que ele parou de passar tanto tempo comigo em detrimento de sua (ex) namorada.
Meu quarto não é bagunçado por eu gostar de bagunça. É verdade que mesmo na bagunça eu sei exatamente onde as coisas estão, mas eu não gosto de ver todas as coisas espalhadas por aí, sem um lugar certo, ou ainda coisas que eu comecei e não terminei, esperando serem terminadas. No meu quarto existem muitas coisas nesse estado. Seria ideal fazer uma lista delas e passar a trabalhar de pouco em pouco para que, em algum momento, eu consiga terminar tudo. Talvez meu quarto se tornasse um lugar melhor de se viver. É irônico pensar que meu quarto e minha casa são tão sujos quando, no meu trabalho, um mísero algodão no chão faz com que eu me mova até ele para recolhê-lo e descartá-lo. No meu quarto não tem um cesto de lixo mas no meu emprego tem. Inclusive, talvez esta seja uma coisa que eu precise adquirir para o meu quarto para ver se consigo ter um controle melhor do lixo: um cesto de lixo. Afinal, é muito melhor ter um lugar certo para pôr o lixo do que, em determinado dia, depois de resolver que devo limpar meu quarto, ir enchendo um saco de mercado com o lixo que encontro até que ele fique cheio para que, no próximo dia de lixeiro eu corra o risco de lembrar ou esquecer que tenho que levar esse lixo para descartar. Tudo isso é uma falta de costume. Não sou uma dona de casa e confesso, me envergonho um pouco de não ser o melhor exemplo de feminilidade quando se trata de limpeza e organização. Mas estou me esforçando para melhorar, nem que seja com ajuda de aplicativos e lembretes.

sábado, 13 de outubro de 2018

Professor

“Você se lembra do nome da sua primeira professora?”
Quando me perguntavam isso, minha resposta era óbvia: minha mãe. Vejam bem, além do fato de minha mãe ser, de fato, uma professora, ela era, bem, minha mãe. Um dos meus professores que me perguntou isso uma vez, em detrimento da minha resposta, disse que eu estava certíssima, pois a mãe é, de fato, a primeira professora que temos em nossa vida. E o que ele disse faz muito sentido!
No entanto, um tempo depois fui apresentada à teoria que diz que a pessoa que nos dá amor não pode ser a fonte de educação, pois de certa forma, quando ela nos dá o amor perdemos o respeito por essa figura quando ela se torna a educadora. “Como pode me punir e me amar?” Por isso, na maioria das vezes, o pai educa e a mãe ama. No meu caso minha mãe não tinha problema nenhum em ser a figura educadora e a figura que dava amor. Isso porque, para mim ao menos, nunca faltou o respeito em relação à pessoa que eu amo. A mão que afaga é a mesma que bate, e eu consigo entender isso.
Certo dia, essa semana ainda, no meu trabalho, ouvi uma das pessoas que aqui trabalham dizer “meu filho é mal educado, malcriado, mas ninguém encosta a mão nele”. Um dos outros funcionários revirou os olhos, eu simplesmente levantei e fui pra outro lugar. Depois você encontra uma pessoa mal educada na rua e pergunta se a mãe não deu educação, e é exatamente o caso. Ou não, pois existem vários casos. Nesse específico, a culpa é da mãe.
Eu me lembro do nome de praticamente todos os meus professores durante minha jornada escolar. Um dos motivos de ter agradecido estar na área da saúde e não da educação é exatamente por poder evitar de ter contato com pessoas que trabalharam com a minha mãe, pois como disse antes, ela era uma professora. Não sei onde estão meus professores daquela época pois, diferente de como é hoje, não existia whatsapp. E acho que mesmo que existisse, não pediria o dos meus professores. Existe uma certa hierarquia que deve ser cumprida quando se pensa em escola. O professor não está lá para ser nosso amigo e sim nosso instrutor, mesmo que às vezes pareça que ele é muito amigável. A frase “te pego na saída” sempre fez sentido por conta dessa hierarquia, você não briga dentro da escola para evitar levar uma detenção ou ter seus pais chamados pela diretoria. Fora da escola é de responsabilidade da polícia. Não acho que preciso dizer quão eficiente a nossa polícia é, não é mesmo? Bem, talvez tenha mudado algo desde os tempos que eu estudei.
O caso é que dia 15 é dia dos professores. Ontem foi dia das crianças e dia de Nossa Senhora Aparecida. Eu podia ter feito um post sobre qualquer um desses assuntos, mas não renderia tanto quanto falar de um professor. Afinal, todos nós, mesmo aqueles que nunca foram na escola, tivemos alguém que nos ensinou alguma coisa.

sábado, 6 de outubro de 2018

Solidão

Títulos com apenas uma palavra costumam  me impactar, pois costumam ser o suficiente para que se entenda do que se trata o que se vai ler. Nesse post, como deve parecer óbvio para alguns, nem tanto para outros, vou falar sobre meu sentimento de solidão. Possivelmente me repita, mas quando se escreve por muito tempo - quando se vive por muito tempo - é normal que algumas histórias comecem a se repetir. Sei disso pelas conversas que tenho com meu pai. Mas isso não é assunto para esse post. Foco na solidão.
Eu já contei aqui sobre a sensação de solidão que eu sentia até meus 20 e poucos anos, que me invadia de uma forma tão agressiva que quando eu percebia já estava aos prantos, acreditando com todas as minhas forças que morreria sozinha. Também contei como essa sensação passou graças a uma frase, “eu sempre vou estar do seu lado”, que acabou se mostrando uma mentira, mas que foi o suficiente para me “curar” de minhas visões e sensações de um futuro que, provavelmente, não pertencia ao meu de hoje. Aquela sensação não é mais um problema, não…
O problema agora é a solidão genuína que sinto nesse momento. Meus chefes tiraram a Camila lá do nosso posto, pelo que algumas pessoas ficaram muito aliviadas. “Ela tinha várias ferramentas aqui com que poderia se matar”, eles disseram. Faz sentido e eu entendo, mas não faz com que eu me sinta melhor por ela ter sido tirada do posto. Por ter sido tirada de mim. Eu sei que ainda posso vê-la, mas vai acabar caindo no mesmo caso de tantas outras pessoas com quem convivi enquanto trabalhava que, hoje, só consigo manter contato pelas mídias sociais. A frequência pra mim é algo importante.
Além dela, tem o fato de que, sem meu PC e com uma última avaliação para entregar, meus últimos dias foram resumidos em uma palavra: estudar. O que é bom, vamos ser honestos e realistas. Minha última faculdade eu não terminei exatamente por não ter tido o mínimo empenho no ato de estudar. É uma das armadilhas em que você cai quando conhece o conteúdo, quando tem familiaridade com o que está estudando. O que não é o caso agora e, mesmo que fosse, já ficou claro para mim que não será o suficiente me apoiar no meu próprio conhecimento. Preciso ler os textos, fazer as atividades, ter um entendimento do que ali está me sendo apresentado. Tem dias que estudar não é penoso, no entanto, nos últimos tempos, tem sido. É o principal motivo pelo qual não consigo nem conversar com meu namorado direito.
Eu até entro no discord e fico lá, aguardando que talvez em algum momento ele apareça também. Mas o noteboook dele está funcionando. Ele aparentemente foi aceito em um time competitivo então enquanto eu me esforço para estudar e conseguir boas notas para que num futuro próximo-mas-não-tanto eu possa ter um emprego melhor, ele se esforça para jogar league. Parece injusto, mas ele provavelmente está feliz. Era para eu estar feliz também, mas a verdade é que não estou, pois agora além de não poder ficar com ele por ter que estudar, terei que me adaptar aos horários dele, pois agora ele provavelmente terá horas em que terá que treinar.
No fim das contas, o que parece é que eu tenho que aceitar as coisas como elas são de verdade. E é assim que elas são. Eu não estou feliz e estou me sentindo sozinha, no entanto a tendência é que as coisas permaneçam assim. Caí na Força Estática.

sábado, 29 de setembro de 2018

Amigos são Balões

Bom dia caro leitor. Hoje é dia 29 de setembro. Para muitos de vocês, em sua grande maioria, é apenas mais um dia. Para mim, no entanto, é véspera do meu aniversário. E era para ser uma coisa boa, não fossem os balões. Ah, os balões… Na verdade, começou muito antes disso. Algumas pessoas, como eu, acreditam em Karma, horóscopo e inferno astral. O meu inferno astral esse ano começou mais cedo, desde o dia em que me roubaram meu celular. Maldito seja! Desde então venho passando por uma maré de maus acontecimentos que só não me fazem sentir pior pois vejo os extremos. Se por um lado tenho um namorado maravilhoso que está comigo sempre q pode, na outra mão vejo de perto o que é ter depressão e como é difícil lidar com essa doença. Inclusive, é setembro. Setembro amarelo, como chamam. Supostamente você deveria se dispor a ouvir os problemas dos outros, ser gentil, ser solícito. E não posso reclamar da maioria das pessoas, essa é a verdade. Consigo ver claramente quem são meus amigos de verdade. No entanto, aquelas poucas pessoas que existem e fizeram parte do meu convívio diário têm atitudes que me revoltam profundamente. Voltemos aos balões, sim? Esses dias eu recebi uma mensagem sobre amizade e balões. Lembrava muito aquele ditado das coisas livres, “se voltarem é pq as conquistei, se não é pq nunca as tive”. Muito bonito de dizer, mas na prática, não é bem assim q funciona. Em uma comparação com os balões, sou um balão que as pessoas soltam muito facilmente, e isso machuca. Mandei aquela mensagem para todas as pessoas com quem ainda me importo um pouco e recebi várias de volta. Algumas pessoas até puxaram assunto. Foi bom, consegui conversar com pessoas que fazia tempo que não conversava. No entanto, da mesma forma, recebi mensagens do tipo “vc anda sumida, vamos marcar alguma coisa!”, para o que respondi que já tinha desistido. “Eu lembro mais de vocês do que vocês de mim”. É fácil dizer que eu sumi quando você nunca me manda uma mensagem. É difícil dizer que eu sumi quando, no fundo no fundo, como meu amigo Inco disse quando veio me perguntar o que estava acontecendo pois eu estava “lançando muitas indiretas para os amigos”, você é egoísta e só pensa em você. É difícil dizer que eu sumi quando, na realidade, você só está esperando a minha habilidade secreta, “bumerangue” ativar, para que eu retorne para você, querendo saber como estão as coisas ou querendo chamar para sair.
O texto dos balões rendeu frutos além do que eu imaginava. Tive a oportunidade de rever pelo menos uma pessoa que realmente tentou me ver. Isso foi bom. Tenho o carinho do meu namorado. Tenho o carinho das pessoas ao meu redor. Então por que não me sinto completa? A resposta me foi dada pelo meu namorado, que provavelmente nem percebeu o que disse. No entanto uma palavra foi o suficiente pra fazer meu mundo andar de novo. Eu sinto falta da minha mãe. Minha mãe é um balão que foi pra longe de mim, está num lugar inalcançável para sempre. Ou até eu morrer, se eu acreditar com todas as minhas forças que vou reencontrá-la no além. Ela podia não ser exatamente uma amiga, mas era mais que isso, era minha mãe, a figura educativa no meu lar, aquela que eu esticava o braço e ela pegava minha mão, aquela que quando eu procurava por conforto e por um porto seguro, estava lá para ser tudo que eu precisava. Menos minha amiga. Ela era uma mãe, não uma amiga. Hoje eu sei a diferença disso. Tenho amigas que me tratam como se eu fosse suas filhas e isso é bom também, mas não é minha mãe. Meus amigos são meus amigos e eu já entendi que, nessa vida, não posso contar com meus amigos. Meus amigos são pessoas egoístas que pensam nelas mesmas e nunca vão lembrar de me chamar quando forem sair, mesmo que eu ainda os chame. O mundo dá voltas e pessoas com quem eu convivia diariamente não estão mais no meu dia a dia. Mesmo pessoas que estão no meu dia a dia não são consideradas amigas. Setembro está acabando e, com ele, espero que minha maré de azar também. Acho que já deu, né karma?

sábado, 22 de setembro de 2018

Estudante

Eu pensei em começar esse post dizendo “como todo mundo”, mas não posso dizer, pois existem sim muitas pessoas que nunca frequentaram uma escola. Logo, direi que, como muitos, estudei. Em escola pública. Tive ótimos professores durante minha carreira escolar, da mesma forma que tive professores que me fizeram sentir ódio da matéria estudada. Lembro de uma professora de artes que, em certa aula, nos mostrou um quadro intitulado “a estudante”. É a imagem que coloquei no início do post. Lembro que ela começou a mencionar as características da jovem e, quando mencionou “encurvada”, me endireitei na cadeira. Ela percebeu e fez piada, mas não foi uma piada pejorativa nem ofensiva. Aquilo realmente atingiu meu ser, e era apenas uma característica de uma pintura num quadro que, por coincidência, naquele momento, me representava.
Quando fiz o vestibular sabia que não tinha ido bem em química. Todas as ligações químicas estavam sendo representadas de uma forma que eu, honestamente, nunca tinha visto na vida. Pensei que aquilo seria o suficiente para barrar minha entrada no mundo universitário. Seria a segunda, lembrando, pois a primeira foi frustrada pela minha falta de comprometimento e horas de jogatina com os amigos. Foi uma época de que me arrependo hoje, mas que construiu meu caráter de hoje. Me ensinou que tenho que dar valor ao que tenho. Logo, quando recebi a notícia que passei no vestibular, me esforcei para fazer a matrícula. Na primeira aula presencial passei muita raiva, pois praticamente fui lá para assinar uma lista de presença. Nos disseram algo que eu já tinha ouvido em certo momento da minha vida: quando nos tornamos estudantes, passamos a agir como estudantes. E eles tinham razão. Perdi semanas de aula por conta do meu computador não estar em casa e, agora, estou me esforçando para alcançar o resto. Não que isso seja verdade, percebo que não sou a única que estou com matéria atrasada. Vi um vídeo sobre o assunto que me ajudou a manter o foco e não me desesperar, pois em dado momento, eu confesso, me desesperei. É difícil trabalhar, estudar, namorar e, recentemente, cuidar dos problemas de saúde. Tudo parece se juntar num grande emaranhado de fios que vão se emaranhando e que fica difícil de desfazer os nós. O problema é que, na verdade, não dá pra se desfazer os nós. Não posso desistir de nenhum desses pilares em detrimento do outro. Hoje está difícil, é verdade, mas tenho consciência de que não vai ser sempre assim. Hoje dei prioridade ao coração, amanhã eu trabalho então a prioridade é a mente. Alternando as formas e tonalidades vou tecendo meu trabalho com tudo que tenho. Vez por outra vou achar que tudo está muito confuso, mas uma coisa que eu já decidi é que não vou abrir mão de nada. Não sou mais aquela estudante encurvada que assistia aulas de arte na escola. Ser adulto traz um certo peso pras suas costas e as responsabilidades que se acumulam junto com a idade parecem não ter fim. No entanto, se eu desistir, que mérito terá? Nem comecei a me esforçar ainda!

sábado, 15 de setembro de 2018

O Tabu Chamado Amizade

Por conta do meu computador ter ficado mais de duas semanas na manutenção, eu me atrasei com a matéria da faculdade. Isso se mostrou ser um problema muito grande, já que tive que correr com a matéria de três semanas. Escolhi como primeira matéria a ser estudada uma que se chama “Fundamentos Históricos, Filosóficos e Sociológicos da Educação”. Me arrependi por vários motivos. Um deles é o que vou expor aqui essa semana.
Como eu não sabia se a avaliação referente à terceira semana seria, de fato, referente apenas à terceira semana ou se seria de todo o conteúdo prévio também, resolvi ler tudo. No texto intitulado “Filosofia e Educação: amizade na sala de aula” comecei a desenvolver o que chamo de asco em relação à educação. Na outra mão, esse mesmo texto me fez começar a questionar meus valores em relação aos meus amigos. Já faz um tempo que eu estava com essa ideia na cabeça e, depois de ler o texto, cheguei à conclusão que, na verdade, é assim mesmo que funciona a amizade, por mais que a gente diga o contrário.
Vantagens de se ser amig@ da Luciana: Ela te chama pra sair. Ela não se importa de pagar sua entrada no cinema ou a comida que vocês comem. Você sempre vai ter um ombro amigo com quem pode contar. Apesar de falar alto, ela é uma pessoa adorável e divertida. Não é sofrível estar com ela.
Vantagens que a Luciana tem em relação aos seus amigos: se ela não liga, não vai atrás, não pede, são raras as pessoas que fazem algo por ela.
Não sei se posso bem chamar isso de vantagem. Minha psicóloga me dizia que eu não podia esperar que as pessoas adivinhem o que eu quero, no entanto, acredito que todos nós na condição de seres humanos queremos nos atenção, diria eu até mesmo carinho, daqueles que nos são queridos. E isso não acontece. As pessoas costumam me dizer, de tempos em tempos, que eu “sumi”. Bem, amigo… Você também! Amizade é uma relação e, como qualquer relação, não pode ser unilateral. Eu procuro, tento, corro atrás, por um tempo. Chega uma hora que cansa. A verdade é que eu estou MUITO cansada. No texto da faculdade pude perceber que relações que são construídas na escola são efêmeras. Não posso pedir durabilidade para algo que não foi feito para durar. Você é chamado para ser madrinha de casamento de sua amiga que, pouco antes de se casar, te avisa para “não convidar para nada, pois o casamento foi caro”. E você fica na eterna espera de que, um dia, ela ou o marido (que também é seu amigo) venham até você dizer que você já pode sim chamá-los para sair. Eles nem precisavam vir até mim, uma mensagem no facebook, no whatsapp, em qualquer lugar já servia. Uma palavra bastava. Mas não recebi nada. E, honestamente, não espero receber.
É assim com a maioria das pessoas. Por isso que dou tanto valor a algumas pessoas na minha vida. Existe uma pessoa que sempre que volta para Guarulhos me avisa, para que possamos, nem que seja por um dia, por algumas horas, poder conversar, colocar os assuntos em dia, reclamar das nossas aflições. Tenho outro amigo que sempre me manda mensagens, às vezes imagens também, que afirma que me vê como um homem. Tenho minha amiga aqui do trabalho, mas honestamente, não sei até que ponto nossa amizade se resume ao local de trabalho e até que ponto vai além. Tenho amigos do meu antigo trabalho que nem sei mais se posso considerar amigos, já que a convivência não existe mais e o interesse de ambas as partes de tentar se ver não existe. O que me revolta mais ainda, pois por um tempo eu corri, sim, atrás. Sem resultados a longo prazo.
Se um amigo é um irmão que a gente escolhe, creio estar escolhendo mal as pessoas que chamo de amigo. Meu pai tem uma frase muito cabível para essa situação, “meus amigos eu conto nos dedos de uma mão e sobram dedos”. Senhor Leonildo é uma mente incompreendida. Um filósofo em estado bruto. Um gentleman. A pessoa para quem, hoje, eu chego e conto sobre meu dia. Eu fazia isso com a minha mãe, mas ela não está mais aqui. São atitudes simples e pequenas que fazem toda a diferença para uma pessoa. Pelo menos para mim. Eu não vou mentir, sinto falta dos meus amigos. No entanto, cansei de ser a única que corre atrás. Eu estou trabalhando, é verdade, mas isso nunca me impediu de responder o whatsapp, por exemplo. Demoro mais, é verdade (meu namorado que o diga) mas respondo. Ainda assim, a procura por mim é escassa. Se eu fosse uma caça, nunca entraria em extinção, pois a procura por mim é nula, quase inexistente. Numa comparação tosca, eu poderia ser um unicórnio e, ainda assim, não seria procurada. Unicórnios de verdade não existem, seria bom demais pra ser verdade. Ninguém acredita na existência de tal ser. Ainda assim, ele existe. E está lá, esperando.

sábado, 8 de setembro de 2018

Meu Eu Gamer - Habitica

Esses dias eu estava falando com um amigo com quem não falava faz tempo, o Brenno. Ele falou que eu sumi e eu, sem minha defesa, disse que ele que foi sugado pro mundo do jogo chamado vida real de uma forma tão voraz que nunca mais entrou em contato com nós, pessoas que fazíamos parte do mundo não real. É uma alusão com animes no estilo Sword Art Online, Overlord ou até mesmo esse anime novo que estou acompanhando chamado, traduzindo em português, “como não invocar um lorde demônio”. Só que ao contrário. Em todos esses anime a pessoa foi transportada para o mundo do jogo. Aqui a pessoa saiu do mundo dos jogos para se dedicar ao mundo real.
Nesse sentido, existe um aplicativo chamado Habitica - Gamify your life, ou seja, torne sua vida um jogo. Lembrei dele outro dia e procurei nos aplicativos de celular, onde o encontrei. Baixei e já comecei a usar. Depois de um tempo de uso eu lembrei que já tinha uma conta e resolvi tentar encontrá-la. Bem, foi com dor no coração que me desfiz do meu personagem level 15, de várias quests que nem abri e de equipamentos de bardo que, apesar de não serem tão poderosos assim, não deixavam de ter a aparência bárdica, que eu tanto amo. Ainda assim, deletei o link da conta com o Google e abri novamente a conta vinculada com o Facebook, logo em seguida tentando vincular a mesma ao google, o que foi feito com sucesso. Voilá! Agora tenho uma conta com um personagem level 12 (que nem é tão mais baixo que 15, vamos falar a verdade) que tem um pet (coisa que eu não tinha na outra, apesar de ter os ovos) e que tem itens exclusivos de um evento que aconteceu em 2016, ano em que eu criei a conta. Tudo está indo bem. A não ser pelo fato de que eu sou a única pessoa que conheço que joga isso.
Habitica é um jogo relativamente fácil. Ele tem as tarefas divididas em hábitos, diários e afazeres. A diferença de cada uma é sutil, mas de extrema importância para você conseguir jogar sem se frustrar. Tentei convencer algumas pessoas a jogarem comigo mas… bem… Vou guardar os comentários pertinentes para um próximo post.
Os hábitos se encaixam como coisas que você quer ou não fazer. Por exemplo, se você quer parar de fumar você poderia adicionar uma tarefa de hábito com o título “fumar” e adicionar um marcador negativo a ela. Dessa forma, toda vez que você fumasse você clicaria nesse marcador, que faria com que você perdesse algo. Da mesma forma, no caso de um hábito positivo, vamos supor, comer uma fruta, você colocaria este título e um marcador positivo. Nos dias em que você comesse uma fruta você adicionaria o marcador, no entanto, caso não comesse, não te traria nenhum prejuízo. A não ser que você queira de fato desenvolver esse hábito, então você pode colocar os dois marcadores para, assim, nos dias em que conseguir você adicionaria um marcador positivo enquanto nos dias em que você não conseguisse, esse marcador seria negativo.
Tarefas diárias seriam aquelas que você realmente faz ou gostaria de fazer todos os dias. Por exemplo, levantar da cama antes das 8, mesmo nos seus dias de folga. E em um dia que você não conseguisse, como foi meu caso hoje, você não marcaria essa tarefa como concluída, o que te fará perder vida ao fim do dia. Nesse ponto Habitica também mexe com a sua honestidade, pois não existe uma forma deles saberem se você fez ou não de fato o que disse que fez. Cabe à sua consciência saber e aceitar. Você também pode usar as tarefas diárias como lembretes caso você jogue um jogo que te dá bônus diários mas você nem entre direito nesse jogo. Ou caso você escreva no seu blog e perceba q está sendo muito displicente com ele e resolva adicionar uma tarefa para escrever em seu blog que se repita semanalmente a partir de hoje, já que o dia que você supostamente escreve é aos sábados. É bem funcional, acreditem. Se você usar sua imaginação Habitica pode ser uma ótima ferramenta de auxílio no seu próprio crescimento, seja ele profissional, estudantil ou… bem, de qualquer coisa, realmente.
Por fim, explicando os afazeres, são coisas que você tem que fazer mas que não precisa fazer todos os dias, nem que precisa tornar um hábito. Pode sser algo como comprar seu condicionador que acabou mas você vive esquecendo ou aquela limpeza no seu armário que você sabe que precisa fazer mas vive postergando.
Se você achar que não tem criatividade suficiente para criar suas próprias tarefas você pode (se tiver um entendimento razoável de inglês) tentar adicionar tarefas pertinentes a desafios, que costumam durar por todo o mês e te recompensam com gemas. Se você gostar da brincadeira você pode adicionar aquela tarefa permanentemente ao seu repertório. Às vezes os desafios também te ajudam a ter ideias de outras tarefas que você pode adicionar. Também existem muitas, muitas outras coisas em Habitica. Equipamentos, pets, montarias, grupos, guildas… O jargão que ele usa para se auto vender é exatamente o que ele faz. E eu gosto muito. Como a maioria das coisas na internet, existem privilégios para pessoas que pagam. Mas você não precisa pagar pra ser melhor que ninguém. Não com moedas reais, mas sim com as moedas do jogo, que você ganha junto de experiência quando completa uma tarefa. Para uma pessoa viciada em jogos como eu, que precisa de ser lembrada de coisas simples e corriqueiras como arrumar a cama, vale muito a pena. Eu recomendo!