quarta-feira, 3 de julho de 2019

Desafio dos 30 dias - Uma carta para eu mesma quando criança


Ontem eu postei a primeira carta de 30 e, logo em seguida, percebi que não dei mais nenhuma informação. A ideia foi tirada do pinterest, mas veio do wordpress da Jessica Louise Moore. Vou começar minha segunda carta.

Ei pequena. Tudo bem? Você pode me dar um pouco do seu tempo?
Sabe aquilo que você fez que te pesa muito na consciência mas que você nem sabe o porquê? Pois bem. Você vai entender um dia. Mas deixa eu te dizer uma coisa? Quando você entender de fato, lembre também que você não tinha o entendimento que eu tenho hoje, então você não tem culpa. A culpa está nos olhos de quem vê. Eu sei q você apanhou por causa disso, é o jeito que seus pais te educaram. Eu sei que você entende. Esse vai ser o menor dos seus problemas, acredite.
Quando te disserem que você vai entender quando crescer, acredite neles. E não queira apressar esse processo, pq vc vai perceber que não vale a pena. Aproveite que você é criança e se divirta o máximo q puder. Não dá pra entender? Tudo bem, um dia você vai. E às vezes isso não significa algo bom.
Entenda desde já que sentir saudade dói. Você vai sentir bastante. Eu sei que você está sendo forte hoje, tentando não chorar na frente dos outros, mas quando você chegar na minha idade, vai ser uma chorona. Não estou te dizendo para chorar hoje, mas quero que entenda que existem pessoas com quem você pode contar, principalmente nas horas que precisar de um abraço ou mesmo de chorar. Sua mãe é uma delas. Ame-a com todas as suas forças. Quando chegar a hora você vai entender quão bom foi isso.
Entenda que algumas pessoas vão se decepcionar com você. Que nem todas as pessoas vão gostar de você. Que você está bem não tendo tantos amigos assim. Inclusive, você ficará melhor quando aprender que os garotos podem ser ótimos amigos. Mas não apresse isso, deixa acontecer naturalmente, no ritmo que deve.
Você está indo bem. Mesmo que tudo ao seu redor pareça ir mais rápido, que pareça ser melhor, que pareça ser mais eficiente, você não precisa ser como todos eles. Quero que entenda isso e, nos momentos que começar a se questionar, lembre dessas palavras e se acalme. Lembra do que eu disse mais cedo? Você não precisa ser como todos os outros. Seja você mesma.
Você é mais amada do que imagina. Acredite nisso. Siga em frente.
Eu te amo.

terça-feira, 2 de julho de 2019

Desafio dos 30 dias - Uma carta para sua pessoa importante

Usando o primeiro parágrafo pra explicar o que é isso, existem vários tipos de desafios para serem feitos em um mês. Eu não sou muito boa com essas coisas, pq não consigo ter uma rotina consistente que me ajude com isso, no entanto, vou continuar tentando. E acho que não tem melhor lugar pra escrever cartas do que aqui, na minha gaveta.

Olá.
Em uma época que eu nem te conhecia, existia uma pessoa especial na minha vida por quem eu faria qualquer coisa. Essa pessoa morreu e a minha vida ficou muito, muito difícil. É bastante difícil continuar em frente quando você não tem aquela pessoa que foi seu suporte por toda a sua vida.
No entanto, um belo dia, você apareceu. Com a desculpa de querer me ajudar, chegou quietinho, de mansinho, conquistando minha confiança e minha amizade. Você fazia coisas por mim que ninguém fazia e isso era bom, me fazia sentir importante. Você finalmente tomou coragem e confirmou que gostava de mim, e nós começamos a sair. Você é bem mais novo que eu, logo eu não achava que isso duraria ou que iria pra frente. Afinal, por que alguém da sua idade iria querer ficar com alguém como eu?
A verdade é que você se apaixonou pela minha parte mais afável. Aquele lado que eu uso pra lidar com as pessoas quando quero ser agradável. E eu não sou só isso. Eu sou uma gama enorme de sentimentos e emoções. Muitas vezes sentimentos ruins. Por sua causa, me peguei sentindo ciúmes de pessoas que nunca me causariam essas reações. Você mudou, mudou e mudou de novo e tudo que eu pude fazer foi tentar acompanhar suas mudanças. Tentar continuar do seu lado.
Ficar do seu lado é difícil. Não por você, mas pela distância. Queria que você não morasse tão longe. Queria poder ficar do seu lado nos dias q me sinto cansada. O que, segundo você mesmo diz, é todo dia. Você me disse recentemente que eu uso o que você diz contra você e que, por isso, evita falar comigo. O problema é que não percebe que você não falar é uma das causas de muitos problemas. Queria ser a pessoa com quem você pode contar pra tudo, mas sei que estou longe de ter todo esse significado na sua vida. Na verdade, nem sei se seria bom ter, porque não sei se daria conta de viver à altura das suas expectativas. E você tem muitas.
Quero construir uma casinha pra gente poder ficar mais tempo junto. Quero dividir minha vida com você. Não me importo se vai demorar um pouco, pois já esperei tanto que não me importa esperar mais um pouco. No entanto, sei que você é impaciente e queria poder agilizar as coisas. Infelizmente não depende só de mim. Espero que saiba disso.
Um dia espero poder andar do seu lado, olhar pra trás e sorrir. Não espero que nossa vida juntos seja um mar de flores, mas espero do fundo do coração que seja bom o suficiente pra que não exista remorso.
Eu te amo.

sábado, 16 de fevereiro de 2019

As Portas do Paraíso Foram Abertas

Acho que todo ser humano, em algum momento de sua vida adulta já deve ter ouvido falar, ou mesmo praticado meditação. Pois é. Vamos falar um pouco sobre?
Eu honestamente não me lembro quando foi a primeira vez que ouvi falar de meditação. Inclusive, achava que a meditação era algo exclusivo para monges budistas ou gente que faz ioga. Gente que procura ser zen, algo que eu nunca tive dom para ser. Lembro do meu querido amigo Giorgio falando sobre sua primeira experiência de quase sucesso em uma meditação. Mas demoraram ainda uns dois anos para que eu tentasse a prática.
Nos dias de hoje, onde a internet se mete em tudo, até meditar pode se tornar uma atividade mais fácil de executar. Já tentei dois aplicativos, ambos com suas opções de meditação gratuita e suas versões pagas. Já me senti tentada a pagar por um premium e ter acesso aos arquivos dourados, mas… verdade seja dita, ainda me pego dispersando muito em minhas meditações. E isso me faz pensar q não estou pronta para tudo que o premium pode me oferecer.
Não faz muito tempo me perguntaram num grupo se eu gostaria de fazer parte de um grupo de meditação. Bem, corrigindo, todas as pessoas do grupo foram convidadas. Aceitei, obviamente. Mas a verdade é q não fiz nenhuma das atividades enquanto elas eram lançadas. Uma das propostas do grupo eda exatamente de deixá-lo caso não se conseguisse acompanhar, mas eu queria manter aquilo ali para a posteridade. “Hoje eu não posso, mas amanhã com certeza vai dar!” A verdade é q qualquer distração que me tome mais que um dia faz com que eu pare todo e qualquer processo que eu esteja fazendo em sequência. Acabei pausando tudo e esperando. Mas esse mês retomei as atividades atrasadas e ando tentando me dedicar a elas. Inclusive já procurei outros desafios parecidos, “30 dias de” seja lá o que for que eu tenha achado interessante. A meditação é algo que eu pretendo manter na minha vida. Ela me acalma e essa nova vertente do Deepak Chopra está focando em pensamentos de abundância e repetição de mantras. É diferente, mas é bom. Não digo que espero ir para o céu por estar praticando meditação, nem que essa prática me tornou uma pessoa mais calma, pois ainda tenho meus problemas e, como disse antes, minha mente reluta em se esvaziar completamente durante todo o período de meditação. Mas vou continuar meditando. Talvez isso faça com que eu me torne uma pessoa menos dramática e briguenta, mais amorosa e compreensiva. Posso sonhar.

sábado, 19 de janeiro de 2019

Ragnarok

Tem uma nova virose na internet que consiste em pegar uma foto sua de 10 anos atrás e uma foto atual, para que as pessoas possam ver como você mudou daquela época pra cá. Bem, eu não achei fotos minhas de 10 anos atrás, só mais antigas que isso ou mais recentes que isso. Talvez se repetirem isso daqui  alguns anos eu possa participar, mas no momento? Não. Mas tem uma coisa que merece ser mencionada, e que é o título desse post: ragnarok
Há 10 anos atrás eu tinha 23 anos e ainda jogava Ragnarok. Hoje, 10 anos depois, Ragnarok pra PC se tornou um jogo obsoleto. Mas saiu Ragnarok pra celular, e adivinha quem resolveu jogar? Pois é, eu mesma. Isso fez com que um alarme soasse em minha cabeça. “Você está estudando agora, como estava naquela época, não vá repetir o mesmo erro”. Eu não me perdoaria por cometer o mesmo erro. Um amigo disse que, por eu ter a consciência do erro, as chances de evitar que ele se repita são altas. Mas sou eu. E é Ragnarok. Eu vou me esforçar bastante pra não estragar tudo de novo, mas confesso que estou muito feliz de poder jogar de novo. Não pelas pessoas, mesmo que várias tenham resolvido voltar a jogar, mas pela felicidade que aqueles monstrinhos, aqueles personagens e aquelas músicas me trazem.

sábado, 5 de janeiro de 2019

Seja o Ano Novo que Deseja

Finalmente é 2019, eba! Muita comida, muita felicidade, muitos eventos. Agora, nos resta voltar para a realidade. A triste realidade que voltaremos para nossos trabalhos, com as mesmas pessoas, com os mesmos problemas. Conviverem os com as mesmas pessoas que chamamos de amigos, frequentaremos os mesmos lugares, usaremos as mesmas palavras. Será que tem que ser assim mesmo?
Como de costume recebi várias imagens de feliz ano novo, das quais a maioria, confesso, nem me dei ao trabalho de ler. Me incomodou profundamente que todos os stickers que me mandaram no WhatsApp eram de feliz 2019, nenhum de feliz ano novo. Não vou poder usar esse mesmo sticker ano que vem, então nem salvei. No entanto, em meio a tantos desejos automáticos de felicidade, riqueza, saúde, entre outros, uma imagem de destacou como o sol depois de uma chuva. Essa frase é nada mais nada menos que o título deste post. Se tiver sucesso, a imagem também estará disponível.
Mas o que afinal essa imagem tem de tão diferente? Bem, pra começar, ela não começa te desejando nada. Se prestar bem a atenção, perceberá que, na realidade, ela te leva a querer agir ao invés de desejar. Agir para que, você pode estar se questionando. Oras, para todos esses desejos que você envia para os outros. Se quer saúde, cuide bem da sua saúde. Se quer dinheiro, trabalhe, economize, faça o que for preciso para conseguir o dinheiro. Se quer felicidade… bem, acho que já deu pra entender por onde vai. Se quero que minha vida seja menos miserável do que acredito que ela foi em 2018 devo começar lembrando das coisas que aconteceram de ruim e vigiar. Me vigiar para início de conversa pois sei bem que existem problemas que foram causados por minhas próprias atitudes. Por exemplo, eu não teria passado por todo o estresse que passei no IBGE se não tivesse me deixado levar pelo cansaço e pela raiva. Eu não estaria tendo os problemas judiciais que estou tendo com a manutenção do meu computador se tivesse simplesmente tirado a placa de vídeo antes de levar a máquina para a manutenção. Eu não teria passado por um término de relacionamento se não fosse tão difícil de lidar. Existem muitas coisas que dependem única e exclusivamente das nossas atitudes. Por isso que essa imagem foi tão forte, tão importante. Fiz planos para esse ano, como sempre costumo fazer, antes de ver essa imagem. Agora pretendo aumentar um pouco o que quero fazer, englobando dessa vez meu próprio comportamento. Vai ser difícil? Lógico que vai. Mas como diz a imagem, seja o ano novo que deseja. Se quero que coisas boas aconteçam, vou agir de forma que essas coisas boas me encontrem naturalmente em seus caminhos. Não adianta desejar e não agir de forma que esses desejos se realizem.

sábado, 22 de dezembro de 2018

Confraternização

Quando se fala em confraternização, o que vem à sua mente? Talvez gente reunida em volta de uma mesa com muita comida? Ou talvez trocando presentes? Quando você procura o significado de confraternização no google ele te retorna uma resposta vaga, “demonstração de confraternidade”. É só quando você procura o significado de confraternidade que as coisas se encaixam. “Relação amigável, estreita, fundada na similitude de condições ou de situações”. No meu caso, pessoas que trabalham no mesmo local. Basta você dividir um lugar em comum e isso já te coloca em uma situação de confrade com o outro. Isso não significa que você tenha que ser amigo do outro, mas convenhamos, ser amigo do outro faz com que a gente tenha muito mais alegria de compartilhar momentos com ele. É como se você me pedisse pra ir numa confraternização com a Giselda e o Marconi. Ambos dividem o mesmo local de trabalho que eu, no entanto eu não teria prazer nenhum em confraternizar com eles. É como o espírito natalino que, de uns tempos pra cá, se transmutou de um espírito benigno e gentil para um espírito consumista e egoísta. A evolução nem sempre é boa e, por mais que os espíritos nos tenham prometido pessoas de luz após a virada do milênio, tudo que vejo é a continuação do egoísmo das pessoas que foram criadas na minha época. Aquelas crianças malditas que esperneiam no mercado se a mãe não comprava aquilo que elas queriam, pois elas nunca se importaram em educar suas crias. Mas estou fugindo totalmente do assunto do post.
Na sexta-feira ficou combinado de irmos em um sítio. Pelo que entendi, várias pessoas foram convidadas mas se recusaram por motivos variados que não cabem neste post. O que cabe sim é o quanto eu me diverti com as pessoas que lá estavam, já que todas me eram muito queridas. Mesmo as pessoas que eu não conhecia, tive oportunidade de me aproximar o suficiente para ser gentil e amigável. Faz parte do meu trabalho, mas também é intrínseco à minha pessoa. Tinha muita comida e uma piscina maravilhosa, além de natureza por todos os lados. Foi bom, pois eu precisava me desligar um pouco de tantos problemas. Percebi que estou muito sedentária, pois algumas voltas na piscina e eu já não aguentava mais. Ver as crianças me fez querer ter uma minha logo, por mais que eu saiba que não é assim que funciona. E combinamos de voltar em breve, pois a verdade é que todo mundo gostou muito de lá. E eu realmente espero que voltemos!

sábado, 15 de dezembro de 2018

Bagunça

Vamos falar a verdade, não existe, que eu tenha visto, lugar mais bagunçado que meu quarto. Eu sei encontrar várias coisas no meio da bagunça pq ela não é algo recente, muito pelo contrário, é algo crônico. Não é assim por eu gostar mas sim por ter dificuldade de me desprender das coisas. Toda vez que resolvo limpar alguma parte do meu quarto consigo tirar pelo menos uns dois sacos de mercado de coisas que podem, sem dúvidas, ir pro lixo. Mas e o resto? O resto é um pouco de várias coisas que foram perdendo sua utilidade com o passar do tempo. Tenho uma estante cheia de livros e outra cheia de mangás. O problema é q tanto os livros quanto os mangás ocupam cerca de uma prateleira dessas estantes. O resto é cheio de outras coisas. Em uma tenho uma barsa, pois sou antiga a ponto de ter precisado de uma dessas. Existe um cesto enorme cheio de bichinhos de pelúcia que está em cima de uma cômoda que está em cima de outro móvel há não sei quanto tempo já. Em cima desse mesmo móvel existem várias caixas, pq eu resolvi separar as coisas em caixas, no entanto existe uma dessas caixas que eu não faço a menor ideia do que tem dentro. Também tem várias outras caixas em cima da cômoda, mas não mexo nelas também. Existe uma pilha de roupas que eu não coloco no meu guarda-roupas pelo simples fato de eu saber da existência de um rato no meu quarto e de eu não querer que, por essas roupas estarem no guarda-roupa, fiquem cheias de furos. Sim, pois ele rói minhas roupas, já tive roupas roídas por ele, então sei do que estou falando. Por conta da existência desse rato, meu armário é praticamente de enfeite. Não que ele não tenha nada dentro dele, pelo contrário, tem sim, mas eu não me atrevo a mexer nele. Então tem as pilhas de coisas espalhadas pelo chão mesmo. E o baú de linhas. E os sacos de linhas. E as linhas de malha.
Estamos chegando ao fim do ano e olho ao meu redor. Sinto uma tristeza, confesso. Penso que vou conseguir me livrar de toda essa bagunça mas sei que não é verdade. Não vou vender as linhas sem tecê-las, pois quero poder ganhar dinheiro com os trabalhos que fizer, mesmo sabendo que moro em Guarulhos e que nada de artesanato é valorizado como deveria aqui. Não vou me livrar de todos os papéis pois vou pensar em todos os origamis que posso fazer com eles. Não vou doar as roupas pois a maioria delas já está bem usada pra que eu venda e, as que porventura estiverem em estado bom pra vender ainda, eu não vou conseguir vender simplesmente por não existir interesse das pessoas por comprar certos produtos. Queria pelo menos poder me livrar do rato pra poder voltar a usar meu armário, ou pelo menos conseguir trocar de armário já que o meu está começando a dar sinais de que vai desmontar. Meu quarto hoje parece um lixão. Quero poder resolver cada uma das prateleiras e tudo o mais de forma definitiva, de forma que, com o tempo, eu visse alguma mudança. Essa mudança não aconteceu em 2018, então só me resta empurrar pra 2019. Talvez eu devesse ser mais rigorosa com esse ponto e menos com outros. No fim das contas, parece que é uma escolha. Uma escolha com a qual eu não estou feliz, mas que continuo convivendo diariamente. Minha amiga Eliana me fala da importância de se ter uma casa organizada e eu entendo isso, mas ainda não consigo por em prática de forma eficiente. Então, se alguém tiver algumas ideias de como organizar ambientes de forma definitiva, estou aceitando sugestões.